Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

CPI da Sabesp não terá viés eleitoral, diz Laércio Benko

Vereador, presidente da comissão que investigará a companhia e candidato do PHS ao governo, acusa o governo de esconder o racionamento na capital

O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2014 | 17h22

O candidato do PHS ao governo de São Paulo, vereador Laércio Benko e presidente da CPI da Sabesp instalada na Câmara de São Paulo, nega que a investigação tenha propósito eleitoral. Último postulante ao Palácio dos Bandeirantes a participar da série Entrevistas Estadão, nesta terça-feira, 12, Benko defendeu a instalação da CPI neste momento a disse que o governo Alckmin esconde o racionamento de água na capital.

"Queremos investigar o contrato com a Sabesp com o Estado de São Paulo. E vamos investigar porque o problema existe. Na zona norte da cidade, por exemplo, não tem água. É um problema que nós, vereadores, temos que analisar", afirmou o candidato.

Benko foi autor do protocolo que pediu a instalação da CPI da Sabesp, aprovada pela Câmara na semana passada. Segundo o candidato, pedido parecido já havia sido apresentado em 2013. Para ele, apesar de a Sabesp ser vinculada ao governo do Estado, a Câmara tem competência para investigar a companhia. "Se a empresa é contratada para levar água para São Paulo e não faz isto, devemos investigar", disse.

Ainda segundo Benko, não há conflito de interesses no fato de ele presidir a CPI e ser candidato ao governo. "Não será uma CPI de caça às bruxas."

Durante a entrevista, no entanto, o candidato criticou a condução da crise hídrica por parte do governo Alckmin e afirmou que a atual gestão "esconde o racionamento". "O rodízio de água hoje já existe de fato. A maioria dos lugares mais altos de São Paulo, depois das 19 horas, não tem mais água", afirmou.

Em entrevista ao Estado na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que não há racionamento, mas redução da pressão d’água no período noturno. A prática tem sido alvo de queixas por moradores.

Laércio Bemko ainda questionou a gestão da Sabesp, que, de acordo com ele, apenas visa lucro e não faz os investimentos adequados. "A Sabesp distribui dividendos ao invés de investir na rede de distribuição", afirma Benko. "Eu não posso tratar da água como questão mercadológica. Se eu for eleito governador, não vai mais haver distribuição de lucro enquanto a função não estiver sendo feita", diz.

Próximas entrevistas. Já participaram da série Entrevistas Estadão o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e os candidatos Gilberto Natalini (PV), Gilberto Maringoni (PSOL), Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB).

A série também vai receber no decorrer da campanha eleitoral os principais candidatos a presidente, a vice, além dos postulantes a uma vaga no Senado. Na segunda, foi entrevistado o senador Eduardo Suplicy (PT), candidato à reeleição. Nesta quarta, 13, será a vez do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Internautas podem enviar perguntas pelas redes sociais usando a hashtag #EntrevistasEstadao

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