Hélvio Romero|Estadão
Hélvio Romero|Estadão

Covas rebate Matarazzo e diz que 2º turno entre Marta e Haddad seria 'pavoroso'

Vice da peemedebista disse em entrevista á Rádio Estadão que disputa entre tucano e Russomanno seria 'pesadelo para o eleitor de esquerda'

Elizabeth Lopes, Daniel Weterman e Tonia Machado, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2016 | 15h42

Candidato a vice na chapa de João Doria à Prefeitura de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quarta-feira, 28, que seria "pavoroso" um segundo turno com Marta Suplicy (PMDB) e Fernando Haddad (PT). O comentário foi feito em resposta à declaração do vice de Marta, Andrea Matarazzo (PSD), dada minutos antes à Rádio Estadão, dizendo que seria um "pesadelo" um quadro com Doria e Russommano no segundo turno.

"Eu também acho pavoroso Marta e Haddad no segundo turno. Porque ficaria muito difícil decidir em quem votar; eu teria muita dificuldade", comentou Covas, em entrevista à TV Estadão. Ele afirmou que a população vai pensar, na hora de votar, que Andrea Matarazzo resolveu sair do PSDB ao invés de somar à candidatura.

Bruno Covas afirmou que a chapa tem "total tranquilidade" com relação a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral contra a candidatura, que é acusada de abuso de poder econômico na participação do governador Geraldo Alckmin para a candidatura de Doria. "Tanto o governador quanto o Partido Progressista (PP) têm dito que a nomeação do Ricardo Salles na Secretaria do Meio Ambiente (do governo do Estado) em nenhum momento está relacionada ao apoio a João Doria", disse. "A participação do governador em eventos de campanha e pré-campanha, eu acho que não está proibida pela legislação. A gente lembra muito bem da presença que Dilma (Rousseff, ex-presidente) teve na campanha do Haddad há quatro anos", completou.

O vice de Doria afirmou estar feliz por receber o apoio do senador José Aníbal, exibido em programa eleitoral na terça-feira, 27. Aníbal e o ex-governador Alberto Goldman denunciaram João Doria por compra de votos durante as prévias do PSDB. "Ele (Aníbal) teve conhecimento de supostas irregularidades e enviou isso ao Ministério Público. Fez o trabalho dele e agora apoia o candidato do partido", disse. Covas declarou ainda que espera a declaração de apoio de Goldman até domingo ou durante o segundo turno.

Questionado sobre como a chapa acomodaria em uma possível gestão os 13 partidos da coligação e ainda os que vierem a declarar apoio num eventual segundo turno, Covas afirmou que não houve negociação de cargos em troca de aliança. Ele credita ao tamanho da composição, que colocou 498 candidatos a vereador, um dos motivos de Doria liderar as pesquisas de intenção de voto. O perfil de "diferente" e "gestor", além da presença de Alckmin na campanha, são outros atributos afirmados por ele como âncoras do crescimento na campanha.

Covas reconheceu que uma vitória de Doria alavancaria Alckmin como presidenciável em 2018. "Claro que não há menor dúvida em relação a isso. (Alckmin) é uma pessoa que tem força em São Paulo pela sua história, é um nome sempre lembrado para se presidente."

O candidato reafirmou o compromisso de manter a Avenida Paulista fechada para carros aos domingos, de aumentar os limites de velocidade nas marginais Pinheiros e Tietê já na primeira semana de governo e rever a distribuição de ciclovias em locais considerados por ele como desnecessários. Ele também repetiu a promessa de Doria de acabar com o programa Braços Abertos na Cracolândia e implantar o Recomeço, do governo do Estado, na capital. Sobre os contratos vigentes no governo, Covas disse que é um "ato de boa gestão" rever e negociar as parcerias. "Não vamos perseguir a gestão do Haddad, é algo natural que deve ser feito", afirmou.

A TV Estadão e a Rádio Estadão entrevistam esta semana os candidatos a vice-prefeito que pleiteiam a prefeitura de São Paulo. 

Veja a entrevista completa à Rádio Estadão:

 

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