Corrente do PT faz manual antifraude para eleição interna

Tendência Mensagem ao Partido, que tenta desbancar atual direção, alerta aliados para tentar evitar irregularidades no dia da votação

ERICH DECAT / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2013 | 02h12

A corrente interna do PT Mensagem ao Partido, que disputará a eleição interna para a escolha do novo presidente da legenda no dia 10 de novembro com o deputado federal Paulo Teixeira (SP), criou uma cartilha de orientação para os seus apoiadores a fim de evitar fraudes de adversários no dia da votação.

Além de Teixeira, vão disputar a eleição o atual presidente do PT, Rui Falcão, que tem o apoio das correntes majoritárias do partido, além de Markus Sokol, Renato Simões, Serge Goulart e Valter Pomar.

"Politizamos o debate interno, tivemos a ousadia de querer mudar o PT! Agora, precisamos garantir que a democracia das urnas prevaleça e que represente a grandeza do nosso partido. As tarefas agora são: mobilização, fiscalização e apuração!", afirma um trecho da cartilha. O material é intitulada "13 orientações para a fiscalização militante".

No item onze do documento, os integrantes da corrente alertam: "O recurso de uma ata que foi fraudada deve ser feito imediatamente. Pouca coisa pode ser feita depois do resultado".

Há também orientações sobre o horário de chegada e saída dos militantes e em relação à possíveis "tumultos" criado pelos próprios petistas no dia da votação. "No local onde teremos grande votação, é preciso garantir um bom acompanhamento. Ter bastante material e não deixar que alguma chapa crie tumultos que impeçam a votação".

A corrente Mensagem ao Partido, que tem entre seus idealizadores o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, também pede para os apoiadores ficarem atentos ao transporte de filiados no dia da votação.

"De acordo com o Regulamento do PED (Processo de Eleições Diretas), somente será permitido transporte de filiados quando promovido exclusivamente pela instância partidária. Fique atento ao fiscalizar!", diz trecho do documento.

No início de setembro, o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), da Mensagem ao Partido, acusou a direção da legenda de compra de votos para a reeleição de Falcão. Segundo ele, milhares de filiados passaram a estar aptos a votarem na eleição de novembro após o pagamento de antigas dívidas feitas de forma suspeita - só pode votar quem está em dia com o partido. O grupo de Falcão rechaçou a acusação do colega.

Quem vencer a eleição em novembro terá mandato de quatro anos - estará à frente do partido na eleição presidencial de 2014.

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