Correios destacam punições internas; multinacional não fala

Procurada ontem, a Siemens informou que não comentaria as informações constantes da planilha encontrada no computador de Maurício Marinho. Anteontem, a empresa comentou, em nota, o fato de estar proibida de fechar contratos públicos por cinco anos. "Uma proposta da Siemens de voluntariamente restringir seus negócios com a empresa (Correios) por um período equivalente de tempo, que encerraria a disputa judicial, não foi aceita pelos Correios", informou.

O Estado de S.Paulo

01 de março de 2014 | 02h05

A empresa estatal afirmou, em nota, que "as irregularidades em relação à Siemens foram detectadas pelos próprios Correios, por meio de seus mecanismos de fiscalização e controle interno". "Os fatos foram apurados e os responsáveis, punidos", afirmaram os Correios. Além disso, a estatal declarou também que o ex-diretor Maurício Marinho foi demitido "em decorrência de processos de apuração interna".

Em outro trecho, a nota diz que "outros fatos de 2005 também foram objeto de apuração interna, que resultou em mais de 30 demissões por justa causa". Afirma ainda que, a partir do novo estatuto, "adotou práticas mais modernas de gestão corporativa e transparência".

O advogado Pinheiro Lemos, defensor do ex-deputado Roberto Jefferson, observou que os autos da ação penal em que o ex-deputado e Maurício Marinho são réus ainda estão "em fase de inquirição de testemunhas, fase de instrução processual". Ele anotou que não tem conhecimento da planilha relativa ao contrato da Siemens. A reportagem não localizou Maurício Marinho, Luiz Cox, José Santos Fortuna e Clauzer Esteves. / F.G. e F.M.

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