Correção: Situação de Marta é 'complicada', diz Garcia

A nota enviada anteriormente contém um erro. A candidata Marta Suplicy (PT) aparece com 17 pontos porcentuais atrás do prefeito Gilberto Kassab (DEM), e não 17% atrás. Segue o texto corrigido: O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que também é vice-presidente do PT, disse hoje que "é complicada", mas ainda "reversível" a situação da candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, que aparece com 17 pontos porcentuais atrás de atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), segundo pesquisa Datafolha. "Claro que é complicado, mas acho que é reversível. Mas quando digo que é reversível, não estou aqui dando uma de Poliana, não estou dizendo que ela vai ganhar no segundo turno. Estou dizendo sim, que ela pode ganhar. Pode, mas é muito difícil", afirmou ele, em referência à personagem infanto-juvenil famosa pelo otimismo exacerbado.Marco Aurélio não quis comentar as insinuações de Marta a Kassab, da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), na propaganda eleitoral. "Quando eu assistir a propaganda, eu posso falar. Eu sempre critiquei os que fizeram isso com ela", afirmou. Ele lembrou que Marta sofreu muito preconceito na campanha anterior quando um jornalista chegou a perguntar se era a favor da bigamia. Para ele, a rejeição à petista é grande e que ela sofreu muito preconceito por parte de setores conservadores de São Paulo.Marco Aurélio afirmou que, depois de ver a propaganda eleitoral, fará uma avaliação. "Se parecer inadequado, eu vou dizer que é inadequado." Ele considerou natural que haja açodamento nesta fase da campanha porque o tempo é curto. O assessor comentou ainda que, pelas informações que recebeu, Marta foi bem no debate de domingo, realizado pela Rede Bandeirantes. Segundo ele, durante o primeiro turno, "85% do horário eleitoral foi anti-Marta".Marco Aurélio Garcia disse ainda que não houve orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, participasse da campanha da candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB). "Foi porque ele sempre teve participação nas eleições de São Paulo. Ele é um velho militante de São Paulo. Se eu pudesse ir para lá, eu também iria. Iria para Porto Alegre para ajudar também a Maria do Rosário", disse. LulaO assessor informou que o presidente vai voltar à capital paulista para apoiar a candidata. "O presidente Lula vai manter a sua posição de ir a São Paulo. Ele não tem nenhuma inibição política para não ir a São Paulo", afirmou ele, ao ser questionado se Lula não poderia evitar posar ao lado de Marta, diante da possibilidade de uma derrota. "Quantas derrotas políticas o Lula já teve na vida? Você acha que ele tem medo de derrota?", questionou. "Se ele não for, a derrota estará mais configurada do que se ele for."

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