Correção: Lacerda vira alvo em debate na TV em BH

A nota enviada anteriormente tinha um erro. A multa a que se referia a candidata Jô Moraes era de R$ 1,5 milhão, e não R$ 1,5 bilhão, como informado anteriormente. Segue a nota corrigida:O candidato Márcio Lacerda (PSB), líder nas pesquisas de intenção de voto e com chances de vencer no primeiro turno, foi o alvo das críticas dos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte no segundo debate promovido pela TV Bandeirantes, ontem à noite. Os ataques se concentraram na polêmica aliança informal que uniu PSB, PT e PSDB e na ausência do socialista nos debates promovidos por escolas, universidades e sindicatos. A candidata do PC do B, Jô Moraes, que no primeiro debate evitou a polarização com o adversário, desta vez optou pelo enfrentamento direto e protagonizou um dos momentos mais tensos do encontro. Jô Moraes questionou Lacerda sobre uma dívida tributária de R$ 1,5 milhão com a prefeitura da capital mineira e sobre processos trabalhistas movidos por ex-funcionários contra a companhia. Neste momento, o socialista, que já havia pedido um primeiro direito de resposta à produção do programa, acusou a adversária de "baixar o nível do debate". Lacerda esclareceu que o processo diz respeito a uma autuação fiscal relativa à cobrança do Imposto Sobre Serviços (ISS) que vem sendo questionada na Justiça. Ele disse que a ação é para extinguir a dívida, por considerá-la ilegal, e aposta em vitória no caso. "A legislação brasileira é confusa e está aí a Justiça para resolver as pendências. A senhora não conhece a realidade empresarial e faz este tipo de acusação leviana", acusou. No penúltimo bloco, a comunista ganhou direito de resposta e devolveu a acusação. "Leviana eu seria se tivesse uma dívida e não buscasse apresentar fatos e documentos", retrucou. O pessebista, que vem utilizando como o principal mote da campanha o apoio do governador Aécio Neves (PSDB) e do atual prefeito da capital, Fernando Pimentel (PT), à sua candidatura, lidera as pesquisas de intenção de voto com 41%, seguido por Leonardo Quintão (PMDB) e Jô Moraes (PC do B), que disputam a segunda colocação. Questionado se levaria para a prefeitura um dos principais programas do governo de Aécio, o chamado "choque de gestão", Lacerda elogiou o trabalho do governador e disse que pretende modernizar a máquina da prefeitura. Sobre a aliança, também citada pelos adversários em ataques indiretos a Lacerda, o pessebista enfatizou: "Os eleitores vão votar em mim, eu vou governar a cidade". Leonardo Quintão (PMDB) evitou o confronto direto com o adversário, mas não deixou de provocar Lacerda sobre sua ausência em outros debates promovidos pela capital, buscando apoio no universo de eleitores que continuam indecisos. Também não faltaram provocações de Sérgio Miranda (PDT) e Vanessa Portugal (PSTU). Apenas Gustavo Valadares (DEM) evitou o embate e centrou o foco em seu programa de governo. Ao final do debate, todos os candidatos deixaram clara a estratégia de utilizar os últimos dias de campanha para levar a disputa para o segundo turno. Dos nove candidatos à prefeitura de Belo Horizonte, não participaram do encontro ontem Pedro Paulo (PCO), Jorge Periquito (PRTB) e André (PT do B).

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