Coordenador da Comissão da Verdade reage a cobrança por divulgação de feitos

'Eu não vou me mudar aos 70 anos para ser igual ao Ivan Seixas', disse Paulo Sérgio Pinheiro

BRUNO LUPION, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2013 | 02h06

Em resposta à cobrança por informações mais detalhadas sobre o andamento dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, o coordenador do grupo, Paulo Sergio Pinheiro, disse ontem em São Paulo que "cada um tem seu estilo". "Eu não vou me mudar aos 70 anos para ser igual ao Ivan Seixas." Ele reagia à insinuação de que a Comissão Estadual da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo - coordenada por Seixas, um ex-preso político - estaria avançando mais rápido em suas investigações do que a comissão nacional.

Pinheiro fez o comentário após ser surpreendido por um protesto do movimento Levante Popular da Juventude, durante a cerimônia de abertura do acesso digital a documentos do antigo Departamento de Ordem Pública e Social (Dops) paulista.

Os jovens subiram ao palco, exibiram cartazes e cobraram "mais transparência" da comissão. O grupo pediu a divulgação de relatórios parciais, a prorrogação do trabalho do colegiado por mais dois anos - o fim da comissão está previsto para maio de 2014 - e a organização de audiências públicas com a sociedade.

Segundo o jornal O Globo, a presidente Dilma Rousseff chegou a cobrar de Pinheiro a abertura ao público das informações obtidas. O coordenador, porém, prefere apresentar os resultados só no relatório final.

O ex-ministro José Dirceu também publicou ontem, em seu blog, texto afirmando que a comissão se aproxima da metade de seu prazo tendo como maior feito a apuração do desaparecimento do deputado Rubens Paiva, ao qual "não trouxe muitas novidades".

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