Convocação para greve geral na 2ª é tirada da web

As convocações para uma greve geral na segunda-feira se multiplicam nas redes sociais, mas nem a Polícia Militar nem a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) acreditam que algo de concreto vá acontecer. Os sindicatos, que organizam protestos para o dia 11, também negam participação na paralisação do dia 1.º.

CARLA ARAÚJO, NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2013 | 02h10

Segundo a SSP, não havia nenhuma informação de passeata ou protesto na segunda-feira. A PM informou que "como não há nada de concreto, ainda não foi estabelecido nenhum esquema especial de segurança".

A informação de que haveria uma grande paralisação no País começou a circular há duas semanas no Facebook. Criado pelo músico mineiro Felipe Chamone, o evento "Greve Geral - Vamos mostrar quem manda nesse País" tinha quase 1 milhão de confirmados quando foi tirado do ar pelo site, na semana passada. Questionada, a rede social não se manifestou.

Agora, o protesto é convocado por uma série de páginas espalhadas pelo Facebook, nenhuma com mais de mil confirmados. Mas parte dos eventos está sendo divulgada pelo grupo Anonymous Brasil, que tem mais de 1 milhão de seguidores na rede social.

Chamone disse que não sabe por que a página saiu do ar e que não pretende se mobilizar novamente para convocar mais pessoas para o protesto. "Quem concordava com a causa criou seus próprios eventos, mas não tenho mais nada a ver com essas páginas que surgiram."

O músico se tornou uma figura polêmica após usuários do Facebook (alguns que haviam confirmado presença na "greve geral") notarem que ele aparecia com uma arma na foto do perfil no site. Após ser criticado, o músico trocou a imagem por uma bandeira do Brasil. Diversos posts de "alerta" pediam que as pessoas denunciassem o perfil dele e a página da greve.

Entidades. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo afirmou, em nota, que não participará de paralisação na segunda, e o metrô vai funcionar normalmente. A entidade destaca que manifestações (e não greves) endossadas pelos sindicatos estão programadas para o dia 11.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou nota no dia 24 afirmando que nem a CUT nem as demais centrais sindicais convocaram greve geral e que o evento marcado pelo Facebook é "uma iniciativa de grupos oportunistas, sem compromisso com os trabalhadores, que querem confundir e gerar insegurança na população".

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