Divulgação/Paulo Câmara
Divulgação/Paulo Câmara

Convenção do PSB confirma candidatura de Paulo Câmara à reeleição em Pernambuco

Presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos será candidata a vice na chapa

Kleber Nunes, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2018 | 15h44

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, oficializou sua candidatura à reeleição, neste domingo, dia 5, durante a convenção do PSB realizada em um clube da zona oeste de Recife. No evento, com direito a orquestra de frevo e clima de Carnaval fora de época, também foi confirmada a presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, como candidata a vice-governadora no lugar de Raul Henry, do MDB, que tentará um vaga na Câmara. O deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB) e o senador Humberto Costa (PT) completam a chapa concorrendo ao Senado.

Quatro anos depois de ser lançado pelo ex-governador do Estado, Eduardo Campos (PSB) - morto em um acidente aéreo durante a campanha presidencial daquele ano - com uma base de 21 partidos, Câmara chega a sua segunda eleição com o apoio de 12 legendas. "Ainda estamos conversando com o PROS e com o PDT para aumentar a chapa, quanto mais gente conosco melhor. Doutor Arraes dizia que o que 'os políticos separam, o povo junta'", afirmou o presidente do PSB em Pernambuco, Sileno Guedes.

No últimos meses, Câmara, que é vice-presidente nacional do PSB, trabalhou nos bastidores para levar o partido a fechar uma aliança nacional com o PT. Sem conseguir conversar com os correligionários, principalmente, de Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, o governador costurou um acordo que garantisse a neutralidade do partido, em troca da retirada da candidatura de Márcio Lacerda (PSB) ao governo mineiro e a da vereadora do Recife Marília Arraes (PT) da disputa em Pernambuco. De quebra, os petistas conseguiram isolar Ciro Gomes (PDT).

Ex-aliados dizem que Câmara não foi capaz de dialogar com a base ao priorizar a coligação com o PT, com quem tinha rompido em 2013 e confirmando o posicionamento adversário em 2016, quando ajudou na articulação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e, em seguida, ingressou na base do governo Michel Temer.

Além da base mais enxuta, o governador vai enfrentar uma rejeição bem maior do que a de Campos e as cobranças, sobretudo, nas áreas de segurança pública e saúde. A oposição acusa o governador de ter falido o Pacto pela Vida, principal programa de combate à violência deixado por Campos, e calcula que Câmara não cumpriu 70% das promessas feitas na campanha de 2014.

Proximidade

Com apenas 45 dias de campanha, Sileno Guedes disse que a estratégia da Frente Popular para garantir 16 anos de governo do PSB será investir mais na comunicação e na aproximação com os eleitores. "A partir de amanhã vamos construir um agendão para percorrer todo o Estado dialogando com as pessoas. É uma campanha mais curta, vamos aumentar essa comunicação também nas redes sociais", disse.

O PSB que conseguiu o apoio do PT graças a um acordo com a cúpula do partido que retirou a candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes, deve se reunir na próxima semana com o diretório estadual do PT para definir como será feita a campanha para o ex-presidente Lula, condenado e preso pela Operação Lava Jato.

No discurso, Câmara recorreu à memória de Eduardo Campos e do ex-governador Miguel Arraes e conclamou a militância a ir às ruas conquistar o voto. Segundo o governador, o bloco vai permanecer unido e provar que está preparado para governar Pernambuco por mais quatro anos. "Como Eduardo sempre dizia: 'vamos ganhar no serviço'. Viva Eduardo e viva Arraes", declarou o candidato.

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