Pablo Valadares/Estadão
Pablo Valadares/Estadão

Contra Sarney, esquerda e direita se unem em Macapá

O atual prefeito, Clécio Luís (Rede), tenta se reeleger em uma chapa cuja candidata a vice, Telma Nery, é do DEM e em coligação de siglas com espectros ideológicos diferentes

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2016 | 03h00

A eleição deste ano em Macapá (AP) terá uma aliança inusitada entre partidos da esquerda e da direta. O atual prefeito, Clécio Luís (Rede), tenta se reeleger em uma chapa cuja candidata a vice, Telma Nery, é do DEM e em coligação de siglas com espectros ideológicos diferentes, como PCdoB, PSDB e PSC. O PSOL o apoia informalmente. 

É a primeira vez que esses partidos se aliam formalmente na cidade. O objetivo é derrotar o grupo do ex-senador José Sarney (PMDB), que lançou Gilvam Borges (PMDB) como candidato. Borges terá como cabo eleitoral o atual vice-prefeito, Allan Sales (PPS), que rompeu com o prefeito em julho. 

A aproximação entre as siglas que hoje apoiam Clécio em Macapá começou na eleição de 2012. Na época, ele era do PSOL. No 2.º turno, o então candidato do DEM a prefeito de Macapá, o hoje senador Daniel Alcolumbre, declarou apoio informal a Clécio, assim como parte dos integrantes do PSDB.

Em 2014, foi a vez do grupo de Clécio apoiar Alcolumbre na sua eleição ao Senado. Com isso, conseguiram derrotar Gilvam Borges, candidato de Sarney. “Nossas alianças têm o objetivo de derrotar o grupo dos Sarney”, disse o atual prefeito de Macapá. 

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