Constituição leva presidente da Câmara ao rádio e à TV

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), realizará nesta sexta-feira, 11, um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, no qual falará sobre os 25 anos da promulgação da Constituição de 1988, que foram completados no último sábado. O pronunciamento terá a duração de cinco minutos e será veiculado às 20h25.

Ricardo Della Colletta / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

11 de outubro de 2013 | 02h03

A ideia, segundo a assessoria de Alves, é fazer "um paralelo entre as reivindicações feitas pela sociedade em 1988, muitas das quais incluídas no texto constitucional, e as feitas nas manifestações populares deste ano". Ainda de acordo com a assessoria do presidente da Câmara, Alves explicará que "o princípio de priorizar as aspirações populares no trabalho legislativo, que norteou a elaboração do texto em 1988, continua como o objetivo central da atividade legislativa e parlamentar".

Agenda positiva. O pemedebista também irá mencionar alguns pontos aprovados ou em discussão neste ano que eram bandeiras do PMDB e que o governo federal, a princípio, se opôs, como a proposta de emenda constitucional que criou o Orçamento impositivo, o novo rito de tramitação das Medidas Provisórias e da análise dos vetos presidenciais.

Pressionada pelos protestos, a Câmara dos Deputados adotou uma agenda positiva na sequência das manifestações populares. Entre os assuntos que tiveram aprovação na Casa estão a destinação dos royalties do petróleo para a educação e para a saúde e a desoneração do transporte público.

Por outro lado, o Legislativo rejeitou a realização de um plebiscito para a população opinar sobre reforma política. O movimento foi proposto pela presidente Dilma Rousseff e encampado pelo PMDB e partidos da base aliada.

O Congresso Nacional foi um dos principais alvos dos protestos realizados pelo País a partir de junho. Por mais de uma vez, o prédio foi cercado pelos manifestantes e até teve sua parte superior invadida. À época, Alves estava em missão oficial na Rússia com líderes da base aliada e da oposição.

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