Conselho nega arquivamento de inquéritos contra Chalita

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu ontem manter dois dos 11 inquéritos que investigam denúncias de corrupção contra o deputado Gabriel Chalita (PMDB) em sua gestão na secretaria estadual de Educação (2002-2006). Os conselheiros negaram recursos administrativos da defesa, que pedia trancamento das investigações. O colegiado ainda vai analisar recursos que pedem a paralisação dos outros 9 inquéritos.

O Estado de S.Paulo

06 de março de 2013 | 02h07

A promotoria investiga Chalita com base em acusações do analista de sistemas Roberto Grobman. Ele diz que o ex-secretário recebeu R$ 50 milhões em propinas do grupo educacional COC e de outras empresas em troca de benefícios e favorecimento em contratos com o governo.

Foi negada a paralisação de dois inquéritos: em um deles, Chalita e seu secretário adjunto Paulo Barbosa teriam recebido presentes do grupo COC, como computadores e uísque; outro investiga a fraude e superfaturamento na compra de antenas.

O advogado de Chalita, Alexandre de Moraes, alegou que estão prescritos os atos de improbidade atribuídos ao ex-secretário. Ele sustenta que o delator recebeu dinheiro. Os conselheiros mantiveram, por unanimidade, a apuração da acusação de que Chalita teria recebido presentes do dono do grupo COC. A relatora Dora Bussab anotou que "tais presentes podem ter sido dados como parte de um plano maior, com o objetivo de lesar o erário, por meio de favorecimento e superfaturamento". A assessoria de Chalita disse que ele acredita na investigação do MP. /BRUNO BOGHOSSIAN

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