Confiante em eleição, Aécio diz 'não parar para avaliar pesquisas'

Confiante em eleição, Aécio diz 'não parar para avaliar pesquisas'

Candidato do PSDB diz esta eleição será tida no futuro como a de mais baixo nível desde a redemocratização

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 18h27

Aparecendo pela primeira vez no segundo turno atrás de Dilma Rousseff nas pesquisas Ibope e Datafolha (que mostram a adversária entre 6 e 8 pontos à frente dele em votos válidos), Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, minimizou os levantamentos e disse não parar para avaliar pesquisas e ter certeza "absoluta" da vitória no próximo Domingo.

O tucano informou ter pesquisas internas de três institutos diferentes que apontam empate ou ligeira vantagem sobre Dilma. Aécio citou casos de boatos sobre o fim do Bolsa Família, em caso de vitória do PSDB, para protestar contra os ataques da reta final da campanha. "No futuro a campanha será tida como a de mais baixo nível desde a redemocratização. A campanha conduzida pelos adversários é a mais sórdida e mentirosa. Quem age dessa forma sórdida não está preparado para a democracia. A verdade vai vencer a mentira, a responsabilidade vai vencer a informação caluniosa. O Brasil não merece uma campanha nesse nível." Aécio voltou a dizer que, independentemente do resultado, "a candidata oficial já é derrotada".

Aécio conclamou os eleitores a usarem as cores da bandeira brasileira nos próximos dias, em sinal de apoio a sua candidatura. "A espiral silenciosa que se forma vai nos levar à vitória", declarou. "Não paro para avaliar pesquisa. Senão, eu não estaria no segundo turno. Vimos no primeiro turno a distância entre a vontade do eleitor e o que diziam as pesquisas", afirmou o candidato. O tucano disse, porém, que os resultados mais recentes são estímulo para os aliados que entraram em clima de vitória no início do segundo turno. "Pesquisas servirão de ânimo para os companheiros que achavam que a coisa já caminhava com naturalidade", afirmou.

Ele também reclamou do que chamou de "campanha de mais baixo nível desde a redemocratização". O tucano reagiu aos ataques que vem recebendo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O ex-presidente Lula se sujeita a cumprir papel de protagonista de uma campanha sórdida e criminosa", afirmou. "Ele sai dessa campanha como figura menor da política brasileira", completou, ainda em referência a Lula.

Questionado sobre como enfrenta a hostilidade dos adversários que o chamam de "filhinho de papai" e "playboy", Aécio disse que aos 22 anos já disputava eleições e lembrou os "trinta anos de vida pública". "Domingo à noite falarei com vocês como presidente eleito", disse Aécio, em entrevista coletiva no comitê eleitoral do Rio, no Leblon (zona sul).

Acusado pelos petistas de agredir mulheres, depois de ter chamado a presidente Dilma Rousseff de "leviana", em debate no SBT, o tucano levou a filha mais velha, Gabriela, de 23 anos, para a entrevista coletiva e fez uma série de promessas que atendem as mães, como estender o horário de funcionamento das creches e da pré-escola até as 20 horas e garantir que a licença-maternidade de mulheres com filhos prematuros que continuam internados só passará a contar a partir do dia em que os bebês saírem do hospital. 

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