Comunidade acusa Marinha de maus tratos após protesto

Os moradores da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos, junto à Base Naval de Aratu, em Salvador - onde a presidente Dilma Rousseff passou a virada de ano -, afirmam que as ações de violência por integrantes da Marinha, contra seus cerca de 500 habitantes, aumentou nos últimos dias. O motivo seria represália contra uma manifestação feita por cerca de 40 integrantes da comunidade, no dia 2,

TIAGO DÉCIMO / SALVADOR, O Estado de S.Paulo

11 de janeiro de 2013 | 02h07

Segundo a líder dos moradores, Rose Meire dos Santos Silva, as ações de intimidação se tornaram mais frequentes a partir do dia 3. "Já naquele dia, eu e dois dos meus irmãos fomos impedidos de entrar na comunidade por homens fardados, que chamaram reforço da PM". Rose diz ainda que outros moradores têm sido perseguidos. A comunidade, que o Incra reconheceu como quilombola, é alvo de disputas desde os anos 1950 - e o caso está no Tribunal Regional Federal.

Em nota, o Comando do 2.º Distrito Naval afirma que a ocupação da área, que pertence à União, é ilegal: a área "foi desapropriada na década de 1950, mediante justa e prévia indenização" e "documentos levantados evidenciam que as pessoas que ocupam o local não seriam remanescentes de quilombos".

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