Comitê de Haddad enfrenta brigas e disputas internas

A coordenação da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo enfrenta disputas internas. Na segunda-feira, dia do debate promovido pelo Estado/Cultura/YouTube, o vereador José Américo Dias discutiu com o colega Antônio Donato, coordenador da campanha. A queixa é que Donato centraliza as decisões, impede mudanças na estratégia petista e afasta Haddad dos candidatos a vereador.

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h06

Depois da discussão, Dias não foi ao debate. A ausência do vereador, que é coordenador de Comunicação da campanha, foi notada, assim como a de outras figuras de expressão do PT. Na plateia só estavam Donato e o deputado Vicente Cândido (PT-SP), além do marqueteiro João Santana e assessores. "Não fui porque tive um problema particular. Isso nada tem a ver com Donato. Não rolou esse stress", amenizou Dias.

O líder da bancada do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), também não gostou da forma como foi tratado no domingo, quando compareceu a um almoço de Haddad, no Centro de Tradições Nordestinas, e não conseguiu chegar perto do ex-presidente Lula. Tatto estava em São Paulo, mas viajou para Brasília e desistiu de ir ao debate. Nos bastidores do PT há comentários de que trombadas ocorrem porque o núcleo da campanha de Haddad é formado por três vereadores que concorrem à reeleição.

Além de Dias e Donato, Chico Macena faz parte do grupo. Donato negou racha na equipe. "A campanha está unificada, com todas as forças políticas participando das decisões", disse ele, ontem, após reunião da coordenação com Haddad. "Todos os compromissos do candidato são divulgados e cada um responde por seus atos", completou o petista. / V.R.

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