Comissão prevê mudar até 400 atestados de óbito

A Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos aprovou ontem uma proposta de retificação de registros de óbitos, assim como ocorreu com o documento do jornalista Vladimir Herzog, uma das vítimas mais emblemáticas da ditadura militar.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h03

Segundo membros da comissão, entre 200 e 400 atestados de óbito podem ser alterados como resultado de investigações feitas pelo colegiado sobre a causa da morte.

A proposta da comissão é, a partir do consentimento das famílias, enviar ofícios aos juízes de registros das comarcas recomendando a revisão dos atestados com base em documentos obtidos pela comissão.

O colegiado defende que os casos sejam analisados individualmente. A Comissão da Verdade de São Paulo já apresentou proposta para retificar registros de cerca de cem óbitos.

Sem reticências. A Comissão também discutiu a questão de retificar os atestados dos desaparecidos políticos. "Temos que continuar os esforços para a localização dos corpos ou continuaremos com as reticências, que é o que consta nos atestados de óbito dos desaparecidos políticos", cobrou uma das integrantes da Comissão de Mortos e Desaparecidos, Diva Santana.

O presidente da comissão nacional, Marco Antônio Barbosa, defendeu a ideia de criar uma parceria com a Comissão da Verdade para que se dê início a uma "retificação em massa" dos atestados. / A. R.

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