Comissão fará convite para Gurgel depor

O presidente e o relator da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e deputado Odair Cunha (PT-MG), vão fazer um convite amanhã para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, compareça à comissão parlamentar que tem por objetivo investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. O encontro de Vital e Cunha está marcado para as 10h na sede do Ministério Público Federal, em Brasília.

RICARDO BRITO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2012 | 03h08

A dupla pretende fazer o convite para que Gurgel explique posteriormente à CPI, entre outros assuntos, o motivo pelo qual demorou três anos para abrir no Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) por envolvimento com Cachoeira.

A decisão da dupla é um gesto político que procura evitar que a comissão vote requerimentos que pretendem convocar o chefe do Ministério Público.

No caso do convite, ele pode ser declinado. Já uma convocação para a CPI não pode ser recusada. Na semana passada, durante a primeira reunião de trabalho da comissão, o senador Fernando Collor (PTB-AL) quis convocar Gurgel. Petistas demoveram-no de pedir a votação do requerimento. "Vamos fazer um convite para ele esclarecer as razões para abrir o inquérito no STF", explicou Vital do Rêgo.

A comissão deve receber os autos do STF relativos a Demóstenes amanhã, também na parte da manhã. Em seguida, Vital deve se reunir com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para convidar os delegados da PF que participaram das investigações a dar informações à CPI.

À tarde a comissão se reunirá para votar os primeiros requerimentos de convocação de autoridades e envolvidos. Na ocasião, Vital deve entregar aos integrantes titulares e suplentes da CPI uma cartilha sobre as regras de funcionamento da comissão.

Vazamentos. Ele está preocupado com o vazamento de informações, como é o caso do inquérito que será enviado ao Congresso. "Vamos trabalhar com o que nós temos e avançar a partir do que vai chegar", afirmou o presidente da CPI. Só que este inquérito já vazou integralmente antes mesmo de chegar à CPI.

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