Comandantes das Forças Armadas abriram agenda para conversas com presidenciáveis

Comandantes do Exército e da Marinha apresentaram projetos estratégicos e conversaram sobre a necessidades de recursos para manter as Forças em funcionamento

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2018 | 16h49

Para incluir assuntos de defesa na pauta das discussões das eleições, os comandantes do Exército e da Marinha abriram suas agendas para receber os candidatos ao Planalto nas eleições 2018 e apresentar os projetos estratégicos das Forças e a necessidades de recursos para mantê-las em funcionamento. A Aeronáutica não se reuniu com os candidatos, mas deve convidar os dois que forem ao segundo turno.

O pioneiro nesta iniciativa foi o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, que recebeu os principais candidatos em seu gabinete, em Brasília, ou falou com eles em viagens a São Paulo, como no caso de Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Na conversa com todos, o general ofereceu assessoria para temas militares.

Alckmin chamou para sua campanha o general da reserva João Camilo Pires de Campos, e Alvaro Dias (Podemos), o general da reserva Adriano Pereira Júnior. Ciro levou para seu staff o general Décio Brasil, seu primo, que pediu para ser dispensado após o pedetista atacar Villas Bôas.

Nem Marina Silva (Rede) nem Fernando Haddad (PT) foram assessorados. No caso de Jair Bolsonaro (PSL), quatro generais fazem esse papel: Hamilton Mourão, Augusto Heleno Ribeiro, Oswaldo Ferreira e Ribeiro Souto. 

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacelar Leal Ferreira, recebeu Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e, do PT, a senadora Gleisi Hoffman. Leal Ferreira delegou ao chefe do Estado Maior da Armada, almirante Ilques Barbosa Junior, a missão de receber Marina e de visitar Bolsonaro no hospital. Para todos foram entregues dois documentos sobre a Marinha.

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