Com pouca doação, Chalita diz fazer 'campanha fiado'

O candidato Gabriel Chalita (PMDB) afirmou ontem, na série Entrevistas Estadão, estar fazendo "campanha fiado" por causa da dificuldade em obter doações. O peemedebista declarou à Justiça Eleitoral prever gastos de R$ 70 milhões, mas por ora arrecadou menos de R$ 1 milhão, conforme balanço parcial divulgado na sexta-feira.

O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h03

"Estamos fazendo campanha fiado. Toda campanha faz isso. Nenhuma delas está conseguindo pagar a máquina (de campanha)", disse Chalita. Para o candidato, a dificuldade está em todas as candidaturas. "Está difícil conseguir. Queríamos arrecadação pela internet, mas ainda há burocracia", afirmou.

A campanha de Chalita declarou ter arrecadado R$ 400 mil, vindos do diretório nacional do PMDB. Desse total, R$ 197 mil foram repassados aos candidatos a vereador.

"As empresas vão ajudar. Eles pensam assim: 'Se eu ajudar agora, vou ter que ajudar duas vezes'", acredita Chalita. "Quando eles doam para um partido, tem que doar a todos. Isso que faz a lentidão na doação."

Skaf. Chalita disse que há pessoas no PMDB que estão trabalhando para ajudar na arrecadação de campanha, como o economista Delfim Netto. Em seguida, perguntado por que não havia citado o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf - que, como Chalita, trocou o PSB pelo PMDB -, o candidato contou que o correligionário deve organizar um jantar com empresários, mas não há data marcada.

A falta de recursos tem efeitos como a ausência de propaganda em locais mais afastados, como a zona leste. O próprio candidato reconheceu essa dificuldade e espera contar com a propaganda no rádio e na tevê para ampliar seu eleitorado na região mais populosa da cidade. "Gostaria de ter o tanto de cavaletes que os outros têm. Na rua, a (campanha) mais rica é do (petista Fernando) Haddad", avaliou.

Sobre um eventual segundo turno, Chalita afirmou não ter adversário "preferido". "Tanto faz. O que importa é estar no segundo turno e ganhar", disse. O candidato arriscou alguns palpites. "O Haddad vai crescer, Lula é um cabo eleitoral fantástico. Serra não passa para a população que quer ser prefeito. É o homem que quer ser presidente."

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