Com novo marqueteiro, Alckmin ataca Kassab: 'Fez pouco'

Tucano sobe o tom da campanha, diz que prefeito teve tudo na mão, mas 'foi tímido' na área da saúde

Carolina Freitas, da Agência Estado,

12 de setembro de 2008 | 14h42

O horário eleitoral gratuito desta sexta-feira, 12, marcou o acirramento da disputa por votos entre dois antigos aliados, Geraldo Alckmin, do PSDB, e Gilberto Kassab, do DEM. De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, os dois estariam tecnicamente empatados no segundo lugar, atrás da candidata do PT, Marta Suplicy. Em seu programa, Alckmin - que acaba de mudar de marqueteiro - classificou a atuação de Kassab na área da saúde como "tímida". "O Kassab teve tudo na mão para levar adiante um bom projeto do (ex-prefeito e governador José) Serra, mas foi tímido. Fez pouco", atacou o tucano. Veja também:Especial: Perfil dos candidatos No rádio, Alckmin tenta decolar lembrando ser ex-governadorNovo marqueteiro de Alckmin diz que 'foi pego de surpresa' por convite de tucanoAnalista político: Debate foi morno, Kassab melhorou e Marta atacou  Blog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro Sobraram farpas também para a petista. "A saúde nunca foi prioridade quando o PT esteve no poder", acusou Alckmin. "Isso foi decisivo para que a prefeita Marta Suplicy perdesse a eleição (de 2004) para o José Serra." Alckmin prometeu ir além de construir hospitais - em uma crítica indireta à gestão de Kassab - e estimular, com salários mais altos, os médicos a trabalhar na periferia. Marta também bateu em Kassab, chamando de absurda a suposta retração do programa Vai e Volta, de transporte escolar para alunos da rede pública municipal. "Tenho ouvido queixas das mães e pais. Isso é um absurdo! O Vai e Volta foi conquista", disse a petista. O programa mostrou a história de crianças que agora precisavam ir a pé para a escola. Marta prometeu oferecer banda larga gratuita em toda a cidade e valorizar os professores, com salários melhores e educação continuada. Kassab cortou as críticas de seu programa e esforçou-se para falar com os jovens. Não faltaram gírias como "bacana", "maneiro" e "muito legal". Ao mostrar as atividades oferecidas em um Centro Cultural da Juventude, o locutor avisou que era "só colar" no centro para participar. O prefeito destacou suas realizações nas mais diversas áreas, da Lei Cidade Limpa à criação de parques e praças. E mostrou dezenas de populares o abraçando e parabenizando pela gestão. Saúde Paulo Maluf, do PP, se queixou por ter "as máquinas federal, do Estado e da Prefeitura" contra si - em referência a Marta e Kassab, que contam com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Serra, respectivamente. O candidato do PP usou uma atriz, em um cenário à meia luz, para tentar convencer o eleitor a votar nele. "Perguntam porque eu vou votar no Maluf. Eu é que pergunto: por quê você não vai votar no Maluf? Não dá para não votar no Paulo Maluf", disse a atriz. Soninha Francine, do PPS, lembrou da importância de cuidar preventivamente da saúde, melhorando a qualidade de vida dos paulistanos, com menos stress e poluição e mais atividades físicas. Ivan Valente, do PSOL, criticou Kassab por "privatizar a saúde" e pregou a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital. Depois de ter perdido quatro minutos de seu programa para Alckmin, em razão de críticas que fez ao metrô, Levy Fidélix, do PRTB, voltou a atacar os tucanos. "O metrô é muito lento e muito caro. Há escândalos que deveriam envergonhar os tucanos", afirmou. "Os tucanos não resolveram esse problema (do trânsito). Na Prefeitura é que não vão resolver." Anaí Caproni, do PCO, equiparou Kassab a Marta e disse que o prefeito não investe o suficiente em educação. "Esse governo é uma continuação da Martaxa", disse Anaí. Edmilson Costa, do PCB, prometeu que, se eleito, proibirá o trabalho aos domingos e zelará pelos direitos trabalhistas. Renato Reichmann, do PMN, prometeu que, se eleito, os guardas civis metropolitanos farão rondas nas escolas, que serão monitoradas por câmeras. Ciro Moura, do PTC, acusou os governantes de descaso com os funcionários públicos e prometeu fazer um novo plano de carreira para a categoria.

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