Com jingle, Alckmin volta a mirar Kassab no rádio

Música diz que faltam vagas nas escolas, casas populares, hospitais, e falta 'Geraldo para governar nossa cidade'

Gisele Silva, do estadao.com.br,

22 de agosto de 2008 | 13h34

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, usou um jingle de campanha no programa de rádio na tarde desta sexta-feira, 22, para criticar as falhas na gestão do prefeito e candidato do DEM, Gilberto Kassab: "Faltam mais de 100 mil vagas nas escolas e nas creches. Faltam ônibus modernos. De norte a sul, de leste a oeste. Faltam casas populares para se viver com dignidade. Faltam hospitais e médicos para atender com qualidade. O que falta é Geraldo para governar nossa cidade. O que falta é Geraldo para governar nossa cidade". Também no programa desta manhã, o tucano apontou falhas da gestão Kassab e poupou a líder nas pesquisas Marta Suplicy, candidata do PT.   Veja também: Alckmin aciona Kassab no TRE  PSDB nacional pede ataques de Alckmin a Marta  No programa de rádio, Alckmin poupa Marta e aponta falhas na gestão Kassab Kassab e Alckmin disputam paternidade de AMAs Vereador Digital: estadão.com.br traz depoimentos e perfis dos candidatos à Câmara de SP Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor    Na última quinta, Alckmin entrou na Justiça Eleitoral com uma representação contra Kassab, a quem acusa de invadir o horário gratuito destinado a vereadores. A ação acirrou a disputa entre tucanos e kassabistas. Integrantes da campanha do prefeito ficaram revoltados, também, com declarações de Alckmin contra a administração municipal. A ação da coligação do PSDB foi protocolada na 1.ª Zona Eleitoral da capital com pedido de liminar para imediata supressão de jingle de Kassab no horário reservado aos vereadores. A liminar foi negada. Integrantes do DEM e do PSDB, apoiadores da reeleição de Kassab, passaram a identificar nas ações e discursos do ex-governador o desejo de ataque subliminar ao governador José Serra (PSDB), que declarou apoio em um vídeo gravado para o programa eleitoral do tucano, mas até agora não apareceu em seu palanque eleitoral.   Ainda no horário eleitoral, os outros candidatos repetiram o programa desta manhã. O alvo de Kassab no horário eleitoral continuou sendo Marta. De um lado, o candidato do DEM se coloca como o prefeito que tudo fez na área da saúde e, do outro, afirma que a petista nada fez quando esteve no comando da Prefeitura. Kassab diz que acabou "com a falta de remédios", construiu dois hospitais porque "antes a Prefeitura não entregava nada", ressaltou como avanço a gestão da iniciativa privada nos hospitais públicos, voltou a assumir a paternidade das AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial) e também falou do Programa Mãe Paulistana, voltado para gestantes. Desta vez, Kassab não citou o atual governador de São Paulo, José Serra.    O foco do programa de Marta foi a educação dizendo que "é um problema crônico da cidade". Em ataque direto à gestão Kassab-Serra, a petista afirmou: "Faltam vagas nas creches. Muita coisa que fiz foi piorada". Ela disse ainda que vai construir mais Centros Educacionais Unificados, os CEUs, marca registrada da sua administração quando prefeita da cidade, e que foi quem mais fez pelos que mais precisam. O programa tratou apenas da Zona leste da capital paulista. Marta prometeu ainda construir mais três hospitais e ampliar o Programa Saúde da Família.   Paulo Maluf (PP) atacou Alckmin, Marta e Kassab e disse que "gastou menos e fez muito mais" do que eles. Ciro Moura (PTC) apresentou a proposta Plus (Plano de Saúde Livre Escolha), segundo a qual consultas são feitas em consultórios privados e quem paga a conta é a Prefeitura. Sonia Francine (PPS) defendeu o "repovoamento do Centro" com todas as classes sociais. Renato Reichmann (PMN) propôs confecção de uniformes nos bairros em que se localizam as escolas. Ivan Valente (PSOL) ganhou o apoio de Plínio Arruda Sampaio no seu programa. Edmilson Costa (PCB) disse que continuará trabalhando como professor durante a campanha e questionou o que fazem os outros candidatos. Levy Fidelix (PRTB) voltou a falar do Aerotrem. E Anaí Caproni (PCO) atacou novamente os "capitalistas".   Horário eleitoral   A propaganda eleitoral termina dia 2 de outubro. No rádio é transmitida das 7 horas às 7h30 e das 12h às 12h30. Na TV é veiculada das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. Kassab terá o maior tempo com 8 minutos e 44 segundos, seguido por Marta com 6 minutos e 40 segundos e Alckmin, 4 minutos e 27 segundos.   Já o candidato Paulo Maluf (PP) terá 2 minutos e 30 segundos de programa; Soninha Francine (PPS) terá 1 minuto e 46 segundos; Ciro Moura (PTC), 1 minuto e 3 segundos; Ivan Valente (PSOL), 1 minuto e 2 segundos; Levy Fidelix (PRTB), 54 segundos; Edmilson Costa (PCB), 54 segundos; Anaí Caproni (PCO), 54 segundos e 55 centésimos; e Renato Reichmann (PMN), 1 minuto e 1 segundo.   Anaí teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas ela está recorrendo da decisão junto ao tribunal e terá tempo na TV e no rádio. var keywords = "";

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