Ulisses Dumas/ Divulgação
Ulisses Dumas/ Divulgação

Com citações a Lula e Temer, PT e DEM polarizam debate na Bahia

Ignorar as perguntas foi a tática mais usada pelos seis postulantes ao Palácio de Ondina

Yuri Silva, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2018 | 02h25

SALVADOR - PT e DEM protagonizaram o debate eleitoral para o governo da Bahia nesta quinta-feira, 16, primeiro dia de campanha oficial nas eleições 2018. Promovido pela TV Band, o primeiro confronto entre os candidatos em emissora aberta serviu para que o atual comandante do Palácio de Ondina Rui Costa (PT), postulante à reeleição, nacionalizasse a discussão, como foi orientado pelos publicitários que cuidam da campanha do governador.

Ele tentou se associar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso no âmbito da Operação Lava Jato e lançado pelo PT como candidato à Presidência da República, além de colar a imagem dos seu adversários no governo Michel Temer (MDB).

Já o principal candidato de oposição aos 12 anos de governo do PT, o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM), partiu para o ataque contra o petista, que lidera as pesquisas de consumo interno e sondagens de institutos regionais. Ronaldo apresentou um tom mais agressivo do que costuma. Foi uma estratégia treinada em estúdios de TV durante três horas por dia, em três dias da última semana, por marqueteiros do partido, com orientação pessoal do prefeito e presidente nacional do partido, ACM Neto, apurou o Estado.

As críticas à atual gestão deram o tom de pelo menos três dos cinco blocos do debate. Até quando eram perguntados sobre outros temas, os adversários miravam os canhões em Rui Costa, que retrucava tentando atribuir problemas à gestão de Michel Temer no governo federal. 

Em um dos embates entre os dois principais candidatos, Rui Costa disse que o partido de José Ronaldo "aponta fuzil na cara de professores". José Ronaldo ignorou a acusação ao partido e atacou o PT. "Eles só sabem fazer propaganda", repetiu algumas vezes durante o programa.

Estratégias. Ignorar as perguntas foi a tática mais usada pelos seis postulantes ao Palácio de Ondina. Perguntado por Marcos Mendes sobre agricultura familiar, Rui Costa atacou Temer. Questionado por Célia Sacramento sobre o mesmo assunto, Marcos Mendes continuou resposta que havia sido interrompida em outro bloco.

Quando o candidato do MDB, João Santana, perguntou a José Ronaldo sobre economia regional, ele também não respondeu. Aproveitou o tempo para atacar o governo na área de saúde. João Santana praticamente não foi perguntado. Já o ex-prefeito João Henrique Carneiro, candidato do PRTB, limitou-se a explorar sua coligação com Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL. 

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