Com alta rejeição, prefeito de Salvador evita aparecer

Sem poder se candidatar a um novo mandato - já foi reeleito -, sem contar com um candidato de seu partido, o PP (que vai apoiar o candidato do PT, Nelson Pelegrino), e com alto índice de rejeição no eleitorado, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, está evitando os holofotes. A atitude é contrária à da maioria dos gestores municipais que, candidatos à reeleição ou mentores de candidaturas, se esforça para aparecer ao máximo em anos eleitorais.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

04 de julho de 2012 | 16h49

Nas últimas semanas, enquanto os partidos concluíam as negociações para a formação das coligações, o prefeito partiu para viagens à Europa e aos Estados Unidos - esta última a lazer, com recursos próprios, segundo sua assessoria. Nem ao cortejo de 2 de julho, data cívica mais importante da Bahia, que tradicionalmente reúne os principais políticos do Estado, João Henrique foi.

Eleito pelo PDT em 2004, o prefeito transferiu-se para o PMDB, pelo qual foi reeleito, em 2008, e partiu para o PP no início do ano passado. Durante diferentes momentos de sua administração, contou com os apoios tanto dos partidos aliados do governo estadual, como PT e PDT, quanto dos de oposição, como o PMDB - que deixou a base governista em 2009 - e o DEM.

O grande leque de partidos com os quais foi ligado, porém, não deve impedir que João Henrique seja alvo de ataques por parte dos atuais postulantes à prefeitura - como os favoritos Pelegrino, ACM Neto (DEM) e Mário Kertész (PMDB).

Mesmo Pelegrino, que recebeu o apoio do PP para a eleição majoritária, não poupou a administração da cidade na convenção que tornou oficial sua candidatura, no sábado. "A cidade vive um momento difícil, tem problemas de gestão, não tem projeto de longo prazo", discursou.

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