Com a Monte Carlo, ameaças se intensificaram

Aos 34 anos, ex-delegado da Polícia Federal, o juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima foi testado em grandes investigações e em processos que o colocaram como alvo de retaliações. Ao se defrontar com o grupo de Carlinhos Cachoeira, mais uma vez viu-se na linha de frente. Desta vez, as ameaças veladas a ele e sua família o fizeram abandonar o caso.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2012 | 03h03

Na 11.ª Vara Criminal de Goiânia desde maio de 2009, Moreira Lima já havia julgado policiais, empresários e condenou o traficante Leonardo Dias de Mendonça. No relato que fez, revelado pelo Estado, afirmou ter recebido de um detento a informação de que o Primeiro Comando da Capital estaria planejando um atentado contra ele. "Leonardo Dias frequentemente encaminha cartas para mim se mostrando revoltado com sua situação."

Com a Monte Carlo, Moreira Lima viu a investigação ganhar corpo e relatou ao Conselho Nacional de Justiça que estava chegando a dezenas de policiais, além de políticos. Daí, passou a sofrer pressões e pediu segurança para continuar no caso. "Por orientação da PF, venho seguindo rígido protocolo", afirmou à Corregedoria-Geral do TRF. / FELIPE RECONDO e ALANA RIZZO

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