DIvulgação
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Com a desistência de Joaquim Barbosa, Paulo Câmara diz que PSB pode apoiar Ciro

Para o governador de Pernambuco e vice-presidente nacional da legenda, a aliança dos sonhos uniria PSB, Ciro Gomes e o PT na mesma coligação

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2018 | 19h19

Após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República pelo PSB, o governador de Pernambuco e vice-presidente nacional da legenda, Paulo Câmara, afirmou que o partido pode apoiar o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, nas eleições.

"Apoio ao Ciro vai depender do processo de discussão interna do partido. Com a desistência do ministro Joaquim Barbosa de ser pré-candidato, isso passa a ser uma possibilidade", disse Câmara, após participar de um debate sobre as eleições na capital paulista.

Câmara disse que a chamada centro-esquerda terá uma candidatura única ou se dividirá em duas no primeiro turno, considerando as pré-candidaturas do PDT e do PT. Ele afirmou, no entanto, que o PSB ainda considera a possibilidade de lançar uma candidatura própria para a disputa, mas não citou nenhum nome. Para o governador, a aliança dos sonhos uniria o PSB, Ciro e o PT na mesma coligação

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"Se der para juntar tudo no primeiro turno, é o melhor dos mundos, independentemente de quem seja o candidato. Agora, se não der, é importante também a gente se preparar para estar junto no segundo turno", afirmou Câmara.

Ao falar sobre o PT, que insiste na pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, Câmara sinalizou uma cobrança aos petistas. "O PT tem que sentar com os partidos de esquerda e conversar também."

Barbosa. Comentando a desistência de Joaquim Barbosa, Paulo Câmara disse que o ex-ministro não chegou a apresentar suas propostas para o País. O governador deixou aberta a possibilidade de o jurista auxiliar o partido nas discussões sobre as eleições de outubro.

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"Se ele quiser contribuir e participar das discussões em relação a 2018, será muito bem-vindo, até porque ele continua filiado e é uma pessoa muito experiente em relação às questões de desigualdade social."

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