Com 150 navios parados, custo é de R$ 12 mi ao dia

As empresas exportadoras e importadoras estão entrando com uma "avalanche" de ações na Justiça para liberar as mercadorias paradas pelas greves nos portos e aeroportos. De acordo com estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), existem cerca de 150 navios parados, o que significa um custo extra de R$ 12 milhões por dia.

O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h08

No escritório Bichara, Barata & Costa Advogados, especializado em comércio exterior, já foram obtidas mais de dez liminares para garantir importação de insumos ou exportação de produtos acabados, envolvendo setores como eletrônico, papel e celulose, pneus ou siderurgia.

"Todos os dias estamos recebendo contatos de empresas. O número de liminares vai crescer muito", diz a advogada Carol Monteiro de Carvalho. "O Judiciário é sensível ao problema. Praticamente todos os anos isso acontece", completa o advogado Luiz Gustavo Bichara.

Segundo José Augusto de Castro, vice-presidente da AEB, os prejuízos vão muito além das cargas paradas. Na exportação, incluem cancelamento de contratos e perda de mercados conquistados. Na importação, atraso ou paralisação das linhas de produção nas fábricas ou até desabastecimento de produtos. Conforme levantamento da AEB, somando as paralisações da Receita Federal, da Anvisa e do Ministério da Agricultura, já são 94 dias de greve este ano. / RAQUEL LANDIM

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