Collor e PT têm pedido contra jornalista negado

Mesmo com apoio do senador Fernando Collor (PTB-AL) e de parte da bancada do PT, a CPI do Cachoeira desistiu ontem de pedir à Polícia Federal as gravações telefônicas das conversas entre o contraventor Carlinhos Cachoeira com o jornalista Policarpo Junior, diretor da sucursal da revista Veja e um dos redatores-chefes da publicação.

RICARDO BRITO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2012 | 03h04

Diante da forte reação da oposição e de parlamentares da base aliada, a comissão preferiu apoiar uma proposta para pedir à PF o repasse, ordenado por nome, de todos os grampos telefônicos feitos nas operações Vegas e Monte Carlo. Em termos práticos, a decisão não muda nada o intento de acesso às conversas do jornalista, mas foi um recuo político de quem pretendia insinuar uma relação promíscua da revista com Cachoeira.

Para justificar o envio das conversas entre o contraventor e o jornalista, Collor disse que é preciso analisar os trechos dos diálogos para verificar se ficaria comprovado "um conluio".

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), que é jornalista e advogado, disse que a proposta de Collor abriria um "precedente perigoso e inominável". O senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que o requerimento é "absolutamente inconstitucional".

Para a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) havia a intenção no pedido de Collor de "constranger" e "tutelar" a imprensa.

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