Filipe Strazzer/Estadão
Filipe Strazzer/Estadão

Coligação do PP ao governo gaúcho vira palanque pró-Bolsonaro

Aliança em torno do pré-candidato Luis Carlos Heinze terá ainda PROS, PSL e DEM

Filipe Strazzer, O Estado de S.Paulo

14 Junho 2018 | 16h36

PORTO ALEGRE - O PP anunciou na manhã desta quinta-feira, 14, a coligação para a pré-candidatura de Luis Carlos Heinze ao governo gaúcho. DEM, PROS e PSL estarão na aliança. Por enquanto, a senadora Ana Amélia (PP), que vai tentar a reeleição, é o único nome confirmado na chapa além de Heinze. Falta ainda a definição de um vice e de outro nome para o Senado. 

O evento, que contou com a presença dos presidentes estaduais das quatro siglas, funcionou como uma espécie de lançamento do palanque do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) no Rio Grande do Sul.

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O anúncio formal da coligação ratificou o que já estava acordado havia algumas semanas. Heinze, deputado federal no quinto mandato, agradeceu o que chamou de "grande aliança" e prometeu incluir todos partidos coligados na produção do seu programa de governo. "São pessoas de bem do PROS, do PSL, do DEM e do PP que poderão mudar os destinos do Rio Grande e do Brasil", afirmou. 

O apoio ao pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro formou a tônica das falas dos presidentes das três siglas coligadas ao PP, que valorizaram a coligação em torno de Heinze.

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O deputado federal Onyx Lorenzoni, presidente estadual do DEM, , criticou o que qualificou como o "projeto de poder nefasto das esquerdas", citando os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente cassada Dilma Rousseff. Lorenzoni afirmou que escolheu Heinze porque, segundo ele, esta eleição será dominada pela direita brasileira. "E Heinze tem o coração verde e amarelo", disse. "Vou reafirmar publicamente: eu vou ajudar Jair Messias Bolsonaro."

O vereador de Porto Alegre e presidente estadual do PROS, Wambert Di Lorenzo, comemorou a aliança e disse que a "maioria esmagadora do partido" apoia Heinze. "O que uniu o PROS, o PSL e o DEM junto com o Heinze foi um projeto nacional liderado por Jair Messias Bolsonaro", afirmou.

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Carmem Flores, presidente do PSL gaúcho, iniciou sua fala pedindo "permissão a Deus, às famílias e a Heinze", dizendo que teve como exemplo a maneira como "o grande líder Jair Bolsonaro começa seus discursos". Carmem também prometeu que lutará pelo pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul junto com os pré-candidatos do PSL a deputado federal e estadual.

Segundo o presidente do PP gaúcho, Celso Bernardi, o partido ainda aguarda a decisão da executiva nacional para fechar questão sobre o apoio nas eleições para presidente. Heinze afirmou que o partido só sabe que não vai apoiar o PT. "Seguramente, o palanque do Jair Bolsonaro (no Rio Grande do Sul) está garantido, (ele é) meu amigo pessoal. Estamos negociando com outros partidos, por isso já não anuncio oficialmente hoje", disse.

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