Pedro Venceslau/Estadão
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'Coligação de Covas na capital indica aliança nacional entre PSDB, DEM e MDB', diz Doria

O prefeito Bruno Covas (PSDB), pré-candidato à reeleição na capital, e o governador João Doria (PSDB) votaram juntos na convenção do partido; aliança a favor de tucano ganhou tom nacional

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2020 | 12h01
Atualizado 12 de setembro de 2020 | 23h46

Pré-candidato à reeleição na capital, o prefeito Bruno Covas (PSDB) e o governador João Doria (PSDB) votaram juntos na convenção do partido realizada na manhã deste sábado, 12, e deram um tom nacional à aliança partidária formada em torno do tucano. 

O vice-governador Rodrigo Garcia (DEM) e o vereador Ricardo Nunes (MDB), anunciado  nesta sexta, 11, candidato a vice de Covas, acompanharam a votação no primeiro diretório aberto pelo PSDB, que fica no Tatuapé, bairro da zona leste da cidade.

O acordo fechado entre PSDB, MDB e DEM pela reeleição de Covas é parte de uma articulação nacional que envolve apoio à candidatura do deputado Baleia Rossi (MDB) à presidência da Câmara dos Deputados e à construção de uma frente ampla contra o presidente Jair Bolsonaro em 2022, quando deve disputar a reeleição. 

"Um passo de cada vez. Após as eleições deste ano teremos uma indicação mais clara da força dessa união, que, no plano nacional, integra PSDB, MDB e DEM", disse Doria. 

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Ainda segundo o governador, a aliança entre os três partidos representa a indicação de um "centro democrático e liberal" que "sabe dialogar com a esquerda e a direita". Quatro anos após disputar a eleição municipal com o discurso anti-esquerda, o tucano elogiou a ex-prefeita Marta Suplicy, sua adversária em 2012, que optou por não seguir a decisão tomada por seu partido, o Solidariedade (que apoia a pré-candidatura de Márcio França), para declarar apoio a Covas em nome de uma frente ampla contra Bolsonaro. 

"Marta Suplicy teve uma postura de alta dignidade e desprendimento ao apoiar Bruno Covas. Ela deu prova de grandeza política", disse o tucano. O nome da ex-prefeita e ex-senadora, que teve quase toda sua trajetória política ligada ao PT, chegou a ser cogitado para compor a chapa de Covas, mas as negociações não avançaram neste sentido e ela foi convidada a participar da campanha como colaboradora.

 

Alianças

“Até agora, nove partidos anunciaram apoio à candidatura de Bruno Covas: DEM, Podemos, MDB, PSC, Progressistas, PL, PROS, Cidadania e PV. É o maior arco de alianças da eleição municipal deste ano reunindo todos por São Paulo”, disse Wilson Pedroso, coordenador da campanha de Covas e ex-chefe de gabinete de Doria.

Covas e Doria foram recebidos no diretório do Tatuapé pela militante Maria de Lourdes Silva, mais conhecida como Lourdinha, que fundou o diretório do Tatuapé ao lado de Mário Covas, em 1988. O candidato a vice na chapa de Covas, Ricardo Nunes (MDB), citou esse simbolismo para falar sobre a reaproximação nacional entre o MDB e o PSDB.

Doria, em sua fala, também ressaltou que a coligação alcançada por Bruno Covas vai dar a ele o maior tempo de TV na campanha. "Por ser uma campanha mais virtual do que presencial, o tempo de TV terá uma influência maior do que na última eleição", disse.

Covas fez um breve pronunciamento, no qual destacou que o diálogo faz falta ao País, e terminou sua fala com o bordão "força, foco e fé". O prefeito, porém, não respondeu a perguntas dos jornalistas.

A convenção tucana começou às 9h e vai terminar por volta das 15h, com um formato virtual. Haverá um ato político por meio do aplicativo Zoom, do qual participarão a ex-prefeita Marta Suplicy, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o presidente do MDB, Baleia Rossi (SP); e os ex-governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e José Serra (PSDB).

 

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