Coletivos dão aulas de ativismos em São Paulo

Enquanto os partidos políticos ainda tentam compreender a essência dos protestos, grupos da sociedade civil já se organizavam em projetos que atraem ativistas de várias bandeiras bem antes das manifestações de junho. Com o propósito de debater ideias e de propor estratégias de atuação, esses grupos- os chamados coletivos - tornam-se espaços de formação política.

Lilian Venturini, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2014 | 02h10

Desde 2011, por exemplo, ambientalistas, comunicadores e pedagogos mantêm um coletivo cujo objetivo é ajudar movimentos a se organizar. Por meio de cursos presenciais e pela internet, a Escola de Ativismo ensina estratégias de comunicação - como uso das redes sociais e divulgação de conteúdo - e de ações nas ruas, sem uso de violência. Em 2011 também já começava a funcionar em São Paulo a Casa Mafalda, tipo de espaço de "práticas culturais e sociais". Numa casa localizada na Lapa, na zona oeste da capital, o espaço promove reuniões, debates e cursos. Movimentos como o Passe Livre (MPL) já organizaram ações na Casa, que coloca entre suas diretrizes receber atividades que não fomentem racismo, homofobia e violência.

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