Colegiado quer apontar mandantes da tortura

A Comissão Nacional da Verdade quer saber de onde partiam as ordens, executadas por policiais civis e militares, de tortura, sequestro e desaparecimento de prisioneiros políticos no período do regime militar. Os policiais, segundo integrantes da comissão, não agiam por vontade própria, mas cumpriam ordens, dentro de uma cadeia de comando.

O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h06

"A tortura foi uma política de Estado durante a ditadura militar", diz o sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, um dos sete integrantes da comissão. "As torturas, os desaparecimentos, os assassinatos não foram resultado de excessos cometidos por alguns integrantes do aparato do Estado."

À comissão, segundo o sociólogo, não interessam apenas informações sobre os agentes acusados de violações de direitos humanos que já são em grande parte conhecidos. "Queremos saber de onde vinham as ordens para a execução dessa política", afirma Pinheiro.

Em encontro com jornalistas, ontem, em São Paulo, integrantes da comissão revelaram que a principal dificuldade que ainda enfrentam é a falta de documentos da área militar. As solicitações feitas às autoridades militares têm, sempre, uma mesma resposta, de que os documentos foram incinerados. / R.A.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.