CNJ 'não é super-homem', diz ministro

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse ontem no programa Roda Viva, da TV Cultura, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) "não é um super-homem" e que, ao acatar a liminar que paralisou suas investigações, no final do ano passado, simplesmente cumpriu o seu dever. Rejeitou, porém, a ideia de que isso enfraquece o conselho. "Não foi tirado poder. Ninguém é contra o CNJ. Mas temos um poder maior que a todos submete: a Constituição."

GABRIEL MANZANO, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2012 | 03h01

Para ele, o que está em jogo, a esta altura, é o justiçamento. A bandeira no momento "está calcada mais no justiçamento que no respeito à lei". Condenou "aqueles que querem vísceras, querem sangue". E ponderou que "a concentração ilimitada de poderes (no caso, pelo CNJ) é sempre perniciosa. Ele (o CNJ)não é um super-homem".

Questionado por falar em concentração de poder quando a corregedora do CNJ, Eliana Calmon, tem autonomia jurídica para as decisões que t0ma, ele reagiu com ironia: "Ela tem autonomia? Quem sabe ela venha a substituir até o Supremo..." Mas admitiu que há "uma justiça de casta" e que o País "precisa de homens públicos que observem a ordem jurídica".

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