Arte/Estadão
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Três em cada 10 eleitores dizem que podem aderir ao 'voto útil' no primeiro turno, diz pesquisa

Eleitores de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes são os mais propensos a mudarem de voto; Jair Bolsonaro mantém eleitorado mais fiel, seguido por Fernando Haddad

Mariana Haubert e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2018 | 16h20

BRASÍLIA - Três em cada 10 eleitores admitem mudar seus votos para evitar que um outro candidato à Presidência ganhe nas eleições 2018. É o que mostra pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quarta-feira, 26. 

O resultado acima tem como base um questionamento feito pelo instituto a 2000 eleitores em 126 municípios brasileiros. O Ibope perguntou a esses entrevistados o seguinte: "qual a probabilidade de você deixar de votar no candidato de sua preferência, para evitar que outro que você não gosta, vença?". 

Segundo o instituto, 28% das pessoas ouvidas afirmam que têm probabilidade "alta" ou "muito alta" de alterarem seu voto a fim de evitar a vitória de um presidenciável indesejável. Outros 18% classificaram como "média" essa probabilidade. Já 48% citaram como "baixa" ou "muito baixa" as chances de uma mudança de voto por esse motivo. Além deles, 6% não sabem ou não responderam a pergunta.

Para o gerente de pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, ainda é baixa a probabilidade do voto útil. "Vem se falando tanto nisso e, por isso, a curiosidade para saber como a população vem percebendo isso. É uma discussão que está aí, há vários candidatos que estão tentando alavancar em cima disso, mas é preciso esperar as próximas pesquisas".

O percentual de mudança pelo voto útil é mais propenso, principalmente, entre os eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Aproximadamente 36% dos eleitores tucanos admitem probabilidade "alta" ou "muito alta" de mudança de voto para evitar a vitória de outro presidenciável. Entre os eleitores de Ciro Gomes esse mesmo percentual alcança 35%.

Já os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) são menos propensos a mudarem de voto. Segundo a pesquisa, 58% dos eleitores do candidato do PSL tratam como "baixa" ou "muito baixa" a possibilidade de mudança de voto. Entre os que apontam Haddad como candidato essa probabilidade é "baixa" ou "muito baixa" para 46%. 

A mesma pesquisa mostra que 60% dos eleitores tratam como "baixa" ou "muito baixa" as chances de trocaram candidatos de sua preferência por um outro presidenciável com mais chances de ganhar. Neste caso, apenas 16% classificam de "alta" ou "muito alta" a mesma probabilidade. 

A pesquisa divulgada nesta quarta foi realizada pelo Ibope entre 22 e 24 de setembro com 2000 eleitores em 126 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-04669/2018. 

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