Clima quente no STF ainda promete novos embates

Em 2011, em seu gabinete, o ministro do STF Joaquim Barbosa avisou a seu colega, Ricardo Lewandowski, que pretendia liberar o processo para revisão até dezembro. Nunca mais, porém, conversaram sobre a Ação Penal 470, a do mensalão. O fato, além da proposta de Barbosa de fatiar os votos, foram motivo de discussão entre ambos na quinta-feira. Lewandowski ameaçou renunciar à revisão se tivesse de seguir a metodologia de voto de Barbosa. "Vocês não vão me impor isso à força!", disse. Ante o apelo dos colegas, porém, Lewandowski afirmou que seguirá o itinerário do relator. O julgamento pode ter novos embates. "Nem sei se o julgamento vai terminar", teme veterano criminalista, defensor de um dos réus, dizendo que "o Supremo atravessa uma fase 'explosiva', marcada por fofocas", difundidas, segundo um grupo de advogados, por "V.A", vazadores anônimos. Em novembro, Barbosa e Lewandowski dividirão o comando do STF e do CNJ; Barbosa será o presidente e Lewandowski, o vice. Para que as coisas funcionem bem, diz um ministro, basta que o vice não atrapalhe o presidente. / F.R. e F.M.

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