Ciro vota no Ceará e prevê vitória com dificuldade de Dilma

No fim vão prevalecer - por uma maioria discreta, mas consistente - o patrocínio e a defesa do que do que ela representa, diz ex-ministro

Carmem Pompeu , Especial para o Estado

26 de outubro de 2014 | 16h47

 FORTALEZA - O ex-governador do Ceará  Ciro Gomes (Pros) acredita que a presidente Dilma - candidata à reeleição pelo PT - vai passar uma dificuldade grande no processo de apuração dos votos neste segundo turno contra o tucano Aécio Neves. "Mas no fim vão prevalecer - por uma maioria discreta, mas consistente - o patrocínio e a defesa do que do que ela representa", afirmou Ciro, neste domingo, 26,  após votar, no final da manhã, em Fortaleza. 

O aperto que Dilma deverá passar, de acordo com Ciro, ocorre porque a população brasileira tem uma queixa muito grande com relação ao governo, seja do ponto de vista de estrategista da economia seja do ponto de vista da eficiência dos serviços públicos. "Mas a população, por sua imensa maioria, percebe que é com a Dilma que estão protegidos os valores centrais do Brasil", afirmou, citando como méritos da gestão dela o apreço ao trabalho e a defesa da superação das desigualdades.

Esses valores, argumenta Ciro, são defendidos no lado que a Dilma representa. Segundo ele, será a interpretação que Dilma fará desse processo que dará conteúdo concreto a essa promessa de mais mudança proposta na campanha dela. "Proteger esses valores, mas mudar profundamente os rumos estratégicos do seu governo", recomendou. 

Denúncias. Com relação à reportagem com o depoimento do doleiro Alberto Youssef, delator do suposto esquema de corrupção na Petrobrás, Ciro Gomes disse ter ficado "chocado" com a  revista Veja. Mas ele não crê que a publicação vá interferir no resultado das eleições. "Não creio que afete, porque a sociedade brasileira vai repudiar esse tipo de coisa", comentou. 

"Se houvesse ali um resquício remoto de prova, talvez fosse obrigação da revista publicar. Seja em que data for. Mas não há. Num jornalismo, minimamente responsável, vamos pegar o padrão europeu, o padrão norte americano, aonde você tem uma absoluta liberdade de imprensa, mas todos são responsáveis por aquilo que publicam, a revista Veja não cometeria esse desatino. Ela faz isso pensando que está ainda nos tempos da ditadura ou nos tempos mais recentes dos governos corruptos em quem ela chantageava e mandava", afirmou Ciro Gomes. 

E prosseguiu: "O que eu sei é que naquela reportagem não tem um resquício - e eu sou advogado e professor de Direito. Não há o menor indício verossímil de você afirmar o que está afirmado ali. Nenhum órgão de imprensa, da Europa ou dos EUA ou mesmo um jornal  como a Folha de S. Paulo ou o Estado jamais publicaria aquilo sem um dado adicional de prova".

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