Gabriela Ramos
Gabriela Ramos

Ciro vota e diz que nenhum dos presidenciáveis 'desarma a bomba de ódio' que paira no País

Derrotado no primeiro turno diz não querer fazer campanha para o PT 'nunca mais'

Gabriela Ramos, Especial para O Estado

28 Outubro 2018 | 13h35

FORTALEZA - O ex-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, disse neste domingo, 28, não querer fazer campanha para o PT "nunca mais". Ele foi votar no início da tarde, acompanhado da esposa Giselle Bezerra, em Fortaleza

Segundo ele, o posicionamento já havia sido tomado desde o começo. Questionado sobre sua ausência no segundo turmo, Ciro rebateu: "A quem que eu estou devendo essa presença? Estou devendo ao PT?"

Ciro afirmou que não quer influenciar a votação, que segue até as 17h, justificando que os dois projetos que se antagonizam "não desarmam essa bomba de ódio, de confrontação miúda".

"A minha posição é a mesma de antes. Se eu quisesse aderir a uma ou outra força, eu teria feito antes. Acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba. Espero muito que esteja errado e que aquele amanhã vitorioso possa desarmar essa bomba por si e possa restaurar a paz política no Brasil para que a gente possa resolver a equação social e política. Entretanto, eu não acredito", destacando que fará oposição a quem quer que seja eleito. Segundo ele, a bomba seria a intensa polarização. 

Antes de sair do local de votação, de dentro do carro, Ciro destacou a necessidade de acabar com a violência política, citando o assassinato de um jovem no sábado, 27. Existe a suspeita de que o rapaz, petista, teria sido morto por eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza.

No carro, além da mulher, estava o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (PDT), e o presidente da Assembleia Legistaltiva do Estado do Ceará, Zezinho Albuquerque (PDT).

O candidato se manteve recluso até o momento da votação. Viajou para a Europa logo após o resultado do primeiro turno e evitou dar declarações em sua chegada a Fortaleza, na sexta-feira, 26, quando foi recebido por uma multidão alvoroçada, ansiosa por seu posicionamento para o segundo turno. No sábado, optou por gravar um vídeo em que evitou demonstrar apoio à candidatura petista, como era esperado.

Ciro foi o terceiro colocado no primeiro turno, obtendo mais de 13 milhões de votos (12,47%). No Ceará, seu Estado de origem, foi o candidato mais votado, com 40,95% dos votos.

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