Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Ciro poderia contemplar expectativa dos eleitores, diz Jaques Wagner

Para ex-governador petista, candidato do PDT atende aos que preferem presidente "retado, que bata na mesa"

Yuri Silva, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2018 | 18h21

SALVADOR - O ex-ministro e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) afirmou que o perfil do presidenciável do PDT, Ciro Gomes, "por ser um cara mais aguerrido, mais intempestivo", poderia contemplar melhor a expectativa dos eleitores que preferem um candidato à Presidência da República com "um perfil retado, que bata na mesa".

Wagner, que chegou a ser cotado para substituir na disputa presidencial de 2018 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba (PR) após condenação pela Operação Lava Jato, sempre se declarou contra o lançamento de um candidato próprio do PT ao Planalto em caso de indeferimento da postulação do líder petista. A opinião provocou críticas a ele no partido.

A declaração, dada a jornalistas nesta terça-feira, 2, durante o debate entre os candidatos a governador do Estado, na TV Bahia, afiliada da TV Globo, foi uma resposta à reportagem do Estado, que questionou Wagner se o crescimento do candidato Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas aponta que ele estava certo ao se opor a uma candidatura própria do seu partido.

"Não sou engenheiro de obras prontas. Eu dei minha opinião, ela foi vencida, acabou, eu abracei a tese do time e estamos caminhando. Não dá para fazer especulação", disse o ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff (PT). "Agora, evidentemente que o perfil do Ciro, por ser um cara mais aguerrido, mais intempestivo, pode ser que ele contemplasse mais essa expectativa (...) por um perfil retado, que bata na mesa", afirmou.

Apesar da afirmação, Jaques Wagner pregou que o presidenciável do PT, o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad, "vai ganhar a eleição no segundo turno". Para o ex-governador, "na hora da urna, o equilíbrio prevalece".

Ele afirmou ainda que não será ministro em um eventual governo petista de Haddad. "Eu serei senador. Não estou recusando. Eu tenho contribuição a dar e acho que o papel do Senado e do Parlamento é muito importante agora. Eu não me elegi para ser ministro", disse Wagner, que lidera com ampla vantagem as pesquisas de intenção de votos feitas pelo Ibope para medir quem deve ser eleito para as duas vagas baianas no Senado. "Não vou recuar, vocês me conhecem", disse.

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