Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Ciro pede que escolhas não sejam feitas baseadas em extremismos

Em agenda no Rio, candidato do PDT disse que a revolta dos brasileiros com a política não pode ser baseada em ódio

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2018 | 12h21

RIO - O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, começou sua campanha em Irajá, bairro da zona norte do Rio, nesta quinta-feira, 16. Ele discursou em uma pequena quadra poliesportiva na praça Ferreira Souto, ao lado do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de sua mulher, Giselle Bezerra e o candidato ao governo do Rio, Pedro Fernandes.

Ciro exaltou medidas contra o desemprego, disse que os eleitores não deveriam fazer escolhas políticas baseadas em extremismo e cobrou medidas para esclarecer o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), morta na cidade.

O candidato disse que “frouxos” e "irresponsáveis" ainda não desvendaram o caso e que, caso eleito, iria prender o culpado e mandar para presídio federal. “Se não entregarem os culpados até dezembro, eu assumo a Presidência e venho buscar a milícia, o narcotráfico, seja quem for, e botar em presídio federal para ficar incomunicável”, disse.

Ciro também mencionou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmando que ela “se deixou derrubar por uma corja de bandidos que estão na cadeia” e que isso não aconteceria com ele. Porém, disse que a revolta dos brasileiros com a política não deve ser baseada em ódio.

“Não basta falar mal. Quem quiser esculhambar pode ficar à vontade até porque razão não falta. Mas tomar decisão de cabeça quente nunca foi bom conselheiro. Vamos evitar transformar a nossa revolta em algo que precipite o nosso Brasil em inexperiência, extremismo e radicalismo”, disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.