Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ciro Gomes critica gargalo enfrentado pela logística brasileira

O pré-candidato pedetista participou de palestra para integrantes da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário Mário Covas (Aecipp)

Lauriberto Braga, especial para O Estado

13 Julho 2018 | 17h38

FORTALEZA - O pré-candidato pedetista a presidente nas eleições 2018, Ciro Gomes, criticou nesta sexta-feira, 13, o gargalo enfrentado pela logística, em palestra para integrantes da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário Mário Covas (Aecipp). O evento aconteceu no câmpus do Distrito de Pecém do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, em São Gonçalo do Amarante, a 59 quilômetros de Fortaleza.

Segundo o ex-ministro, isso vem atrapalhando as indústrias brasileiras. "Temos deficiências portuárias, aeroviárias e rodoviárias. A greve dos caminhoneiros é um exemplo disso. Precisamos instalar multimodais. Aqui mesmo no Pecém carece da Ferrovia Transnordestina", salientou.

Ciro falou durante quase uma hora para empresários de 28 empresas da Aecipp. O presidenciável também ouviu reclamações. Uma foi do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Cláudio Pinho (PDT), que assistiu atentamente à palestra de Ciro. "Ele entende de logística. No Pecém, temos dificuldade de colocar e retirar cargas. Por isso precisamos de vários modais, tanto ferroviário, rodoviário e marítimo. Se já tivéssemos isso, o impacto da greve dos caminhoneiros seria menor."

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Segundo o presidente da Associação das Empresas do Pecém, Ricardo Parente, a palestra de Ciro sobre "A política industrial e a logística brasileira" tinha por objetivo fortalecer e desenvolver as atividades empresariais, industriais e de serviços na área do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, potencializando oportunidades para o mercado cearense.

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Fazem parte da associação 28 empresas. O Complexo Industrial e Portuário do Pecém é um equipamento de inserção do Ceará na rota internacional do comércio. Localizado entre Caucaia e São Gonçalo do Amarante, a 60 quilômetros de Fortaleza, o complexo gera mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no Estado. Juntas, suas empresas totalizam investimentos de aproximadamente R$ 28,5 bilhões.

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