Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ciro diz que manifesto de Bolsonaro é mentiroso e volta a compará-lo com Hitler

Candidato do PDT à Presidência nas eleições 2018 afirma que campanha para suavizar imagem de radical de direita do rival do PSL é mentirosa

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 12h29

RIO - O candidato do PDT à Presidência nas eleições 2018, Ciro Gomes, disse nesta segunda-feira, 24, que o manifesto preparado pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) para suavizar sua imagem radical de direita é mentiroso, e voltou a compará-lo a Adolf Hitler. Ciro respondeu a perguntas sobre a CPMF - disse que "não é um bom tributo" - e segurança pública, ao defender a construção de mais presídios federais. Ele teve agenda em Madureira, na zona norte do Rio.

"Quando Hitler viu o erro do golpe que tentou, ele saiu da cadeia, escreveu um livro e aceitou, na retórica, o parlamento", disse Ciro, em frente à quadra da escola de samba Império Serrano, numa área de comércio popular, em uma das suas agendas de campanha nas eleições 2018.

"O candidato (Bolsonaro) tem declarações óbvias segregando mulheres, LGBTIs, negros. Um vice que diz que é profissional da violência. (O manifesto) é tudo mentira. É a mentira do Hitler". Em discurso rápido depois da responder a jornalistas, Ciro afirmou que Bolsonaro, como deputado federal fluminense, "nunca fez nada pelo Rio".

Sobre as pesquisas de intenção de voto que o colocam em terceiro lugar, depois de Bolsonaro e de Fernando Haddad (PT), com tendência de queda, declarou: "Sou o único candidato desses que têm competitividade capaz de proteger o Brasil dessa confrontação odienta do antipetismo e do petismo religioso. Essas eleições não são normais, o Brasil está dançando à beira do abismo. As mulheres brasileiras vão salvar mais uma vez a pátria".

Ao falar da possível volta da CPMF, tema de controvérsia da campanha de Bolsonaro na semana passada, afirmou que há outras formas de melhorar a arrecadação, como a revisão da dispensa de pagamento de impostos de multinacionais e a taxação de grandes fortunas. "A CPMF não é um bom tributo, poderia ser usada numa situação de emergência, mas há opções melhores".

O pedetista disse ter condições de criar, como presidente, dois milhões de empregos em 2019 e promover o crescimento da economia do País num patamar de 5% em 2020.

Ciro também falou de segurança pública - prometeu que vai construir mais presídios federais, se eleito, e também endurecer o regime disciplinar diferenciado para casos de presos por crimes graves.

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