Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Ciro diz que acordo Embraer-Boeing é clandestino e ameaça segurança nacional

Pré-candidato do PDT afirmou que acordo não pode ser consumado e disse que enviou carta à direção das duas empresas criticando a negociação

Marcelo Osakabe, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2018 | 08h05

SÃO PAULO - O pré-candidato do PDT nas eleições 2018Ciro Gomes, condenou nesta terça-feira, 17, o acordo anunciado entre Embraer e a norte-americana Boeing para a criação de uma empresa que vai ficar com a viação comercial da companhia brasileira. O pedetista afirmou que considera o acordo "clandestino", por ter sido feito às vésperas de uma eleição presidencial e sob a batuta de um governo que considera ilegítimo.

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"Esse acordo, feito na iminência de uma eleição presidencial, é clandestino e ameaçador da segurança nacional brasileira. Então, não tem que ser consumado e, se for, precisa ser desfeito", disse Ciro a jornalistas, após participar de um evento promovido pela Abimaq, na capital paulista.

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O ex-governador do Ceará disse ainda que enviou uma carta à direção da Boeing e da Embraer alertando sobre o seu posicionamento e pedindo que ambas as companhias não consumem o acordo antes das eleições deste ano. O documento, afirmou, será divulgado na quarta-feira, 18. 

O acordo, que deverá ser totalmente concluído no fim de 2019, ainda está sujeito a aprovação do governo brasileiro e dos agentes reguladores.

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