Celio Messias/Uai Fotos
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Ciro bate boca com apoiadores de Bolsonaro e chama presidente de ‘ladrão de rachadinha’

Discussão aconteceu durante visita do pré-candidato do PDT à Agrishow, em Ribeirão Preto

Augusto Decker, Enviado especial

28 de abril de 2022 | 19h18
Atualizado 28 de abril de 2022 | 20h09

RIBEIRÃO PRETO – O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, discutiu com apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) em visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), nesta quinta-feira, 28. Enquanto caminhava pelos estandes, ele respondeu a ofensas e xingou seus interlocutores. Como reação aos gritos de “mito”, ele chamou repetidamente o presidente da República de “ladrão da rachadinha”.

Ao ser questionado pelos jornalistas sobre a discussão, Ciro afirmou: “Num País governado por bandido, ladrão, tem que ter esse tipo de quadrilha. Estou andando na Agrishow e você está vendo quem está insultando quem”. A prática de “rachadinha” se refere a um tipo de desvio de verba, em que o recurso destinado à contratação de servidores é, na prática, enviado para o próprio contratante por meio de repasse de parte de parte do salário dos funcionários.

O presidente Jair Bolsonaro foi ovacionado quando visitou a feira, na segunda-feira. Outros políticos, como João Doria, pré-candidato à Presidência, e o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, ambos do PSDB - partido com forte histórico no interior de São Paulo -, tiveram recepção amigável, porém menos calorosa.

Ciro divulgou nota em suas redes sociais na qual afirma que os apoiadores do presidente agiram com violência e preconceito.

“Ciro Gomes visitava a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow, em Ribeirão Preto, quando foi insultado e sofreu tentativas de agressão física por militantes bolsonaristas”, informou a assessoria do ex-ministro no Twitter.

O texto afirma ainda que “os agressores agiram com violência e com profundo preconceito contra nordestinos, atacando com forte conotação racista a sua origem cearense”.

Contudo, apesar de lamentar que tenha sido forçado a responder à altura e a agir com “veemência”, o presidenciável entende que esse tipo de comportamento “fascista deve ser enfrentado, ou as milícias bolsonaristas se sentirão no direito de atacar a todos, inclusive a quem não consiga se defender”, informa a nota.

 

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