Cintra: ser vereador mais votado não garante presidência

Ainda que tenha sido o vereador eleito com o maior número de votos na capital paulista ontem (um total de 101.990), o ex-secretário de Educação Gabriel Chalita, do PSDB, deverá enfrentar muita resistência interna se quiser pleitear a presidência da Câmara. Hoje, o vereador recém-eleito pelo PR Marcos Cintra, disse que um dos principais empecilhos é o fato de Chalita ser do PSDB, legenda que atualmente não compõe as coligações dos dois candidatos que disputam neste segundo turno a Prefeitura, Gilberto Kassab - "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) - e Marta Suplicy, da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB). Cintra, que foi eleito por uma das legendas que integram a coligação do prefeito Kassab na disputa pela reeleição, acredita que a presidência da Casa deverá ficar com alguém do mesmo partido do futuro prefeito. Apesar da análise, ele evitou tecer detalhes sobre a disputa interna que ocorrerá no início do ano que vem, quando a nova legislatura tomará posse.A disputa pela presidência da Câmara de Vereadores de São Paulo já rendeu algumas crises, inclusive entre aliados do próprio prefeito. Em 2005, quando o tucano José Serra assumiu a Prefeitura, ele se deparou com uma acirrada disputa interna dentro de seu próprio partido. Na ocasião, Roberto Tripoli, então do PSDB, derrotou o candidato de Serra, o também tucano Ricardo Montoro, levando pela primeira vez, em muitos anos, um parlamentar não alinhado ao Executivo ao comando da Câmara.

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