Cinco anos de espera e pressão

A decisão de se julgar o mensalão em agosto encerra um histórico de pressões sobre o STF que começou em 2007, quando a corte recebeu a denúncia, e que culminou, há duas semanas, com a polêmica entre o ministro Gilmar Mendes e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mendes acusou Lula de pressioná-lo para adiar o processo, para que não coincidisse com as eleições.

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2012 | 04h21

No início, o procurador da República, Antonio Fernando de Souza, e o relator, Joaquim Barbosa, foram alvo de pressões. Ao deixar o Planalto, Lula prometeu "desmontar a farsa do mensalão". Um dos réus, João Paulo Cunha, foi nomeado presidente da CCJ da Câmara. E o atual procurador-geral, Roberto Gurgel, foi acusado de, num processo, proteger Demóstenes Torres em 2009.

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