Cid e Ciro Gomes divergem sobre eleição de Marina Silva

Ciro negou que vá fazer parte do governo caso a candidata do PSB seja eleita Presidente da República

Mateus Coutinho, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2014 | 20h26

O irmão do governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), Ciro Gomes, rechaçou a postura de seu parente ao dizer que, caso fosse eleita, Marina Silva não concluiria o mandato.

"Discordo da opinião do meu irmão, acho que qualquer pessoa que for eleita, seja quem for, governa, tem condição de amadurecer alianças",afirmou. "É falsa essa história de que se precisa ter uma maioria sistêmica gigantesca no Congresso (para governar), isso é mentira, o nome disso é medo de CPI", afirmou.

Ciro, que chegou a ser procurado por Marina após a morte de Eduardo Campos, disse ainda que, "em nenhuma circunstância", faria parte de um eventual governo de Marina Silva. "Eu conheço muito bem ela", afirmou, criticando o "ambientalismo difuso" de Marina.

"(Ela) é um ambientalismo difuso,você tem que ter coisas concretas, o déficit da conta de manufaturados brasileiros, isso que devia estar sendo discutido", explicou, lembrando que o rombo nas contas comerciais chegou a R$ 106 bi, segundo ele o maior da história. "E a conta que é paga, substantivamente,já não é suficiente, é o agronegócio e a mineração que pagam, com R$ 89,9 bilhões de superávit" afirmou.

Ele não poupou críticas à Marina e chegou a ironizar o discurso sustentável dela que, segundo Ciro, agrada jovens de classe média e alta. "A Marina Silva é vista, por esse ambientalismo difuso, esse amor maravilhoso que eu também tenho pelos calangos, pelos bagres, e ai é contra (a mineração e o agronegócio)".

"E as pessoas acham no Brasil, o eleitor jovem, classe média, zona sul do Rio de Janeiro, cara da Avenida Paulista acha que tudo bem", concluiu

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