VALERIA GONÇALVEZ/ESTADÃO
VALERIA GONÇALVEZ/ESTADÃO

Chequer, do Novo, estreia em eleições sem alianças e recursos

Ex-líder do movimento Vem Pra Rua, candidato do Novo critica ‘velha política’: ‘Coligações não vêm de graça’

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2018 | 05h00

Fundador e ex-líder do movimento Vem Pra Rua, o empresário Rogério Chequer (Novo) vai debutar nas urnas na eleição ao governo de São Paulo atacando o que chama de “velha política”. Sem coligações e recursos do Fundo Partidário, ele aposta em doações voluntárias e ações em grupos de WhatsApp e nas redes sociais para ganhar mais visibilidade em uma disputa que já conta com quatro candidaturas de partidos tradicionais – PSDB, MDB, PSB e PT.

Chequer ganhou projeção política ao participar, desde 2014, das manifestações a favor do impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT). Com a proximidade das eleições, deixou o movimento para se candidatar a governador do Estado, com Andrea Menezes, que fez carreira no setor bancário, como vice na chapa.

Segundo ele, o foco de campanha será “o combate à corrupção e o desmonte do mecanismo que impede que o dinheiro chegue aos serviços públicos”. O Novo defende um Estado mais enxuto, com o repasse de serviços e equipamentos para a iniciativa privada, como a gestão de linhas de metrô e trem, para diminuir o gasto público.

E o primeiro ponto criticado pelo candidato a governador são as coligações partidárias feitas sem alinhamento ideológico. “As coligações não vêm de graça. Elas criam dívidas a serem pagas, depois, com cargos e poder”, afirmou Chequer.

Candidatura do PSOL também descarta alianças

Como o Novo, mas à esquerda, a candidata do PSOL ao governo paulista, Lisete Arelaro, descartou alianças com outras legendas e pretende explorar na campanha as contradições dos grandes partidos.

Pedagoga e doutora em Educação, ela se diz contra privatizações e defende o aumento dos repasses do ICMS para universidades paulistas (USP, Unesp e Unicamp) de 9,5% para 11% e critica as isenções fiscais concedidas pelos governos do PSDB em São Paulo para grandes empresas no contexto de guerra fiscal com outros Estados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.