Chefe da transição de Haddad minimiza influência de Kassab

Até agora, três partidos da base do atual prefeito já mostraram disposição para conversar com Antonio Donato (PT) sobre apoio no futuro governo

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h05

O coordenador da equipe de transição de Fernando Haddad (PT), Antonio Donato, minimizou nessa terça-feira, 30, a importância do PSD, presidido pelo prefeito Gilberto Kassab, na montagem de uma maioria governista na Câmara Municipal. Segundo ele, a tentativa do prefeito de montar uma bancada kassabista da qual Haddad venha a depender só será concretizada se o PT for inábil.

"Ele tem força porque tem 7 vereadores. Isso não é desprezível. Agora, a capacidade dele de montar um bloco no início de um governo que acabou de ser eleito, só se a gente não conseguir dialogar bem com os partidos", afirmou Donato ao Estado. "Ele pode conseguir um bloco de proteção ao governo dele, mas não uma bancada permanente".

Três partidos que integram a base de Kassab - PPS, PV e PTB - já contataram a equipe de transição e mostram disposição para conversar sobre apoiamentos.

Donato afirmou que Haddad não manterá nenhum coronel na chefia das subprefeituras e espera que os atuais entreguem os cargos. "Eles deveriam ter a coragem de pedir demissão dia 31 de dezembro. São cargos de confiança do atual governo".

'Militarização'. O coordenador da transição refutou a possibilidade de mexer em legislações que instituíram proibições em São Paulo, como a lei do silêncio (Psiu), mas defendeu flexibilizações. "O problema não são as proibições que estão em lei. A militarização das subprefeituras levou a uma completa falta de diálogo para situações que são podem ser flexibilizadas, dependendo do lugar." Donato rechaçou dar prioridade a igrejas na expedição de alvarás.

Haddad, que nessa terça saiu para uma viagem de folga até o domingo, deu ordem à equipe de transição para que não se discuta nenhum nome para o secretariado até a próxima segunda-feira.

Contudo, nos bastidores alguns deles já são ventilados. Nelson Machado está cotado para as Finanças e Luis Fernando Massonetto, que foi secretário de Haddad no MEC, para Negócios Jurídicos, assim como o advogado Pedro Dallari. Os deputados Carlos Zarattini e Jilmar Tatto disputam a indicação dos Transportes. Haddad gosta da ideia do vereador Carlos Neder na Saúde. O PMDB disputa com o PC do B a pasta de Esportes. O PC do B quer manter a Articulação para a Copa.

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