Chance de Dilma vencer no 1º turno cresce com dúvidas sobre Marina, diz Kassab

Para o candidato ao Senado pelo PSD, partido aliado da presidente, pesquisas refletem questionamento de eleitor sobre capacidade administrativa da adversária

Gustavo Porto, Agência Estado

30 de setembro de 2014 | 11h49

Ribeirão Preto - O presidente nacional do PSD e candidato a senador em São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira, 30, que "existem dúvidas" em relação à capacidade de Marina Silva (PSB) governar o Brasil, caso seja eleita, e que isso favorece a hipótese de uma vitória da aliada Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno. "A presidente Dilma está preparada para o segundo turno, porém nos últimos dias cresceu a hipótese de vitória no primeiro turno. Com os debates e a campanha, ficou claro que existem dúvidas em relação à condição que teria a candidata Marina de dirigir o País e isso tem favorecido a presidente Dilma", disse Kassab ao Broadcast, na chegada a Ribeirão Preto (SP) para compromissos de campanha.

Segundo ele, as pesquisas apontam que, em um segundo turno, fica cada vez mais clara a disputa entre Dilma e Marina e que o favoritismo é da presidente, também mostrado nos levantamentos de intenção de voto. "Cada vez mais o eleitor questiona a capacidade de Marina de ser presidente do Brasil e isso favorece a presidente Dilma", ratificou o ex-prefeito de São Paulo.

Com o PSD como um dos primeiros partidos a apoiar a reeleição de Dilma, Kassab considerou que como correto e legítimo que o partido tenha cargos em ministérios em um segundo mandato da presidente da República, caso ela seja reeleita. "Essa é a essência da democracia e a democracia é a busca do voto para governar. Portanto é mais que correto, legítimo e seria até algo espantoso não participar", disse ele.

Kassab considerou que a há um "estresse eleitoral" do mercado com possibilidade concreta de Dilma ser reeleita, refletido com a alta do dólar e as quedas na bolsa e nas ações de empresas estatais sempre que a presidente se recupera nas pesquisas. No entanto, segundo ele, após a eleição o cenário voltará à normalidade e a presidente "terá generosidade de procurar todos que não votaram nela" em busca da governabilidade em um segundo mandato.

Skaf. Aliado do candidato Paulo Skaf (PMDB) ao governo de São Paulo, Kassab minimizou o apoio que prefeitos do PMDB e do PSD deram ao governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin. "O Alckmin é governador e na hora que convida para jantar um prefeito que depende da relação com o governo, não significa que há um enfraquecimento do Paulo Skaf por uma ação dessas", disse. "A campanha de governador é uma relação direta do eleitor com candidato e ele (eleitor) não se vale muito de intermediários para decidir o voto".

Kassab afirmou ainda que mesmo em terceiro lugar nas pesquisas ao Senado, atrás do ex-governador José Serra (PSDB) e do senador Eduardo Suplicy (PT), está confiante e considerou comum mudanças nas últimas semanas da campanha para o cargo disputado por ele. "Ganhar ou perder faz parte do jogo, mas estou muito confiante", concluiu.

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