Silvia Izquierdo/AP
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Chamada de 'raivosa', Marina diz que é 'velha política' que apela para ofensas

Candidata do PSB se defende de afirmações do senador José Sarney (PMDB-AP) e diz não fazer parte da geração de políticos

Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2014 | 17h47

Chamada de "radical" e "raivosa" pelo senador José Sarney (PMDB-AP),  a candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, se defendeu em entrevista concedida na cidade de Vitória (ES), afirmando que a "velha política" tenta fugir dos problemas ao usar ofensas pessoais. "Não faço parte dessa geração de políticos", respondeu Marina.

Marina argumentou que seus adversários estão "desesperados", "apavorados", com a possibilidade de o povo brasileiro mostrar que quer mudança. "Nós estamos felizes, animados, em uma pororoca de esperança", disse a candidata, que justificou querer ser eleita presidente para melhorar a qualidade da gestão governamental no Brasil. Ela disse que continuará com o debate que interessa aos brasileiros, em vez do embate, e mencionou suas propostas: o passe livre estudantil, o destino de 10% da receita bruta da União para a saúde e a antecipação para daqui a quatro anos o prazo para implementar o ensino em tempo integral.

Sobre o dado divulgado hoje pelo IBGE, que mostrou estagnação na distribuição de renda no País, Marina disse que o número confirma o que já era dito por seu companheiro de chapa morto em um acidente aéreo, Eduardo Campos. "Temos uma triste realidade que Eduardo repetia. O Brasil, que vinha em um processo de distribuição de renda, está voltando à concentração", disse Marina. "A presidente Dilma (Rousseff,PT) tem que explicar para a população brasileira porque ela está entregando um País pior do que encontrou", completou.

Marina voltou a ser questionada sobre as erratas a seu programa de governo e respondeu usando o discurso de que foi um documento elaborado aos moldes da "nova política", com colaboração da sociedade. "Quem acha que fará plano de governo sozinho é a velha política. A velha política ainda não apresentou plano de governo", disse ao criticar novamente seus adversários Dilma e o tucano Aécio Neves por não divulgarem seus planos."Gostaria muito de conhecer o que pensam Dilma e Aécio", afirmou.

Espírito Santo. Marina foi questionada novamente sobre seus planos para os royalties do petróleo, considerando que o Espírito Santo é um Estado produtor, que perdeu recursos com o novo modelo de distribuição dos royalties. A questão contudo ainda está pendente no Supremo Tribunal Federal. "Nossa proposta é de honrar contratos e de aguardar a decisão da Justiça", disse Marina.

A candidata disse que sua equipe já conversa também com o governador Renato Casagrande, seu correligionário que concorre à reeleição. Segundo Marina, eles conversam sobre propostas de parceria entre seus eventuais governos, na esfera federal e estadual, para implementar projetos nas áreas de educação, saúde, segurança e infraestrutura. 

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