Chalita usa programa de rádio para atacar Russomanno

Candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo deixa tom ameno na campanha e associa voto em adversário a erro e o compara a Pitta e Kassab

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

21 de setembro de 2012 | 09h14

SÃO PAULO - O candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, deixou o tom mais ameno que vinha sendo adotado em sua propaganda eleitoral para atacar o líder nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PRB, Celso Russomanno. No horário eleitoral do rádio desta sexta-feira, 21, transmitido entre 7h e 7h30, o programa de Chalita comparou Russomanno ao ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000) e ao atual, Gilberto Kassab (PSD).

O programa do peemedebista veiculou um diálogo entre dois supostos trabalhadores sobre as eleições de Pitta, que teve um mandato marcado por denúncias de corrupção, e Kassab, administração que vem sendo mal avaliada nas pesquisas de opinião.

- Martelou o dedo de novo? Precisa prestar atenção, homem - afirmou um "trabalhador", logo questionado.

- Está querendo me ensinar a fazer as coisas? Eu sou profissional desde 1996.

- É, 96, quando você votou no Pitta, foi?

- É, e me arrependi.

- E depois também votou no Kassab.

- É.

- E agora vai votar em quem?

- No Russomanno.

- Esse não aprende mesmo, hein...

O programa de Chalita também criticou os candidatos do PSDB, José Serra, e do PT, Fernando Haddad, dizendo que os dois já enfrentaram greves de professores quando tiveram cargos executivos. "Chalita era exceção. Nos seus quatro anos como secretário de Estado da Educação, não houve uma greve sequer", disse o narrador.

Serra e Haddad mantiverem a troca de ataques. O programa de Haddad afirmou que as críticas ao seu projeto de fazer o Bilhete Único Mensal tratam-se de "dor de cotovelo" do candidato tucano. Por sua vez, o programa de Serra criticou a situação que Serra encontrou na Prefeitura quando assumiu o cargo, em 2005. "Lembra como o PT deixou a Prefeitura? Faltavam remédios nos postos de saúde, a obra do hospital Tiradentes estava parada", disse o narrador.

Russomanno foi apresentado por seu programa como "um homem novo, mas novo de verdade". A propaganda também atribuiu seu crescimento nas pesquisas ao fato de ele falar "com clareza, do jeito que todo mundo entende".

A candidata do PPS, Soninha Francine, afirmou que as pessoas sabem que podem confiar nela e disse que seu programa de governo está exposto em seu website. Paulinho da Força (PDT) reafirmou a proposta de levar empregos para a periferia com incentivo fiscal. Carlos Giannazi, do PSOL, disse que, caso eleito em outubro, irá "resgatar a dívida histórica da Prefeitura com os professores".

Os candidatos Eymael (PSDC) e Ana Luiza (PSTU) veicularam músicas pedindo votos. Anaí Caproni (PCO) afirmou que as eleições são um "jogo de cartas marcadas". Miguel Manso (PPL) propôs a geração de energia por meio da queima de lixo e gás em termoelétricas. Levy Fidelix (PRTB) não veiculou programa no rádio.

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